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Iniciativa M&M: Scion, deuses astecas (parte 2)

10/10/2009

Como prometi, o que faltava dos deuses astecas. Até o final do feriadão coloco a metade de um outro panteão (provavelmente vodu).

Tlaloc

Um dos deuses mais antigos do panteão, Tlaloc é o deus da chuva e das nuvens. Seu papel era de grande importância para os astecas, pois era necessário um equilíbrio entre as épocas de chuva e seca para a sobrevivência da sua civilização.

Tlaloc é fascinado pela inovação e descobertas. No nosso mundo ele gosta de assumir papéis que o permitam viajar e viver experiências novas. Ele já foi um arqueólogo, um professor e um guia turístico de cavernas. O deus mantém uma aparência benevolente, mas aqueles que conhecem sua verdadeira natureza sabem que ele possui uma fome insaciável por corações de pessoas jovens.

Seus filhos herdam o espírito inovador do pai. Eles gostam de viver cercados da tecnologia mais avançada que puderem adquirir e de viajar para lugares isolados e esquecidos pelo resto do mundo. Eles demonstram o Carisma elevado e a atitude benevolente do pai, entretanto o desejo de se alimentar de outros seres humanos (mesmo que não de corações) também é algo comum. Para saciar essa fome, os que tentam manter alguma humanidade se tornam legistas ou seguem outras profissões que os permitem lidar com mortos (tão humano quanto alguém que devora cadáveres pode ser, claro). Para os que não se importam com a origem de suas refeições, profissões que os permitem lidar com pacientes doentes ou indefesos (médicos, psiquiatras de sanatórios, etc.) são preferidas. Os dois grupos acabam demonstrando habilidade com medicina (Medicina) e outras ciências (Conhecimentos). Ocasionalmente eles precisam mentir (Blefar) e passar despercebidos (Furtividade) para saciar sua fome, o que também os torna qualificados nessas habilidades. Eles herdam a facilidade do pai em lidar com a terra (Controle de Elemento: Terra, Forma Alternativa, etc.) e os céus (Controle Ambiental, Controle Climático, Raio, etc.).

Tlazoltéotl

A deusa da sujeira do panteão asteca. Seus poderes não se limitam a sujeira física, mas também a degradação social e mental. Ela é uma deusa linda e é sempre vista pelos outros como a pessoa que eles mais desejam possuir. Ela adora seduzir mortais e outros deuses para descobrir seus segredos e sua preferência são os segredos mais sórdidos de suas vítimas.

No nosso mundo ela gosta de assumir identidades que a permitam seduzir e corromper outras pessoas, fazendo com que elas realizem atos que as farão sentir vergonha pelo resto de suas vidas. No nosso mundo ela já foi uma prostituta, uma faxineira e uma cantora popstar menor de idade.

Os Scions que são criados pelo seu pai/mãe humanos tem uma vida difícil. Eles são uma lembrança constante de algum ato que o humano preferia esquecer. Os que tem ‘sorte’, são criados em orfanatos ou por parentes que não conheceram Tlazoltéotl. Independente de como foram criados, seus Scions herdam a beleza (várias graduações em Atraente) e Carisma elevados da mãe. Eles são bons em enganar pessoas (Diplomacia, Blefar e Intuir Intenção elevados) e muitos se tornam bons políticos (Conhecimentos: Educação Cívica). A habilidade de manipular os outros com facilidade é o dom sobrenatural que herdam de sua mãe (Controle Mental, Ilusão, Leitural Mental e Telepatia).

Xipe Totec

Tão antigo quanto Tlaloc, Xipe Totec é o deus dos labirintos, das sementes germinando e da morte que se transforma em vida. Sua função no panteão é representar e proteger o ciclo de morte e vida, desde a cadeia alimentar do nosso mundo até os sacrifícios de sangue feitos para que os deuses em troca de favores.

O deus dos labirintos realiza rituais que são perturbadores mesmo para os outros deuses do panteão asteca. Para poder utilizar o máximo de seu poder, Xipe Totec precisa vestir a pele de seus sacrifícios. Ele literalmente veste a pele do animal ou pessoa sacrificada e assume sua identidade. Ele guarda as diversas peles que já usou no seu palácio no mundo dos deuses e adora colecionar novas vestimentas.

Xipe Totec afirma que é incapaz de vestir a pele de deuses ou Titãs. Entretanto, o panteão asteca já teve cinco vezes mais deuses que tem hoje. E muitos deles sumiram de forma repentina ao longo dos milênios, reaparecendo ocasionalmente para seus adoradores no nosso mundo e então voltando a desaparecer por vários séculos. Por isso, os deuses astecas (ou deuses dos outros panteões que conheçam as histórias sobre Xipe Totec) evitam lidar com ele pessoalmente, preferindo usar de mensageiros.

Seus filhos herdam o interesse do pai no ciclo de vida e morte e na habilidade de assumir a identidade de outras pessoas. Os que pendem para o ciclo natural, se tornam cientistas (Conhecimentos), autores e artistas (Ofícios, Profissão). Os que demonstram interesse por representar outras pessoas, se tornam atores ou espiões (Blefar, Disfarce e Performance). Independente da sua escolha, eles possuem um elevado vigor físico (Constituição elevada) e herdam dons ligados a saúde física (Cura, Regeneração, etc.) ou a facilidade em assumir novos papéis (Imitação de Características, Metamorfose e Morfar, com a limitação de precisarem da pele do ser que estão imitando).

E encerra aqui a parte dos astecas. Eles tem mesmo menos deuses e, como dá pra ver, alguns dos mais macabros dos panteões disponíveis.

Se tudo der certo, até o final do feriadão temos metade de um novo panteão (ou até um outro panteão inteiro) adaptado pra M&M. De qualquer forma, não falta muito agora pra terminar o livro básico. Depois faltam só os deuses do Companion, o que deve demorar umas duas semanas pra adaptar tudo.

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