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Ravenloft 4e: Lamordia (3ª sessão)

16/07/2009

OFF:
E nessa sessão tivemos algumas trocas de personagens. Os jogadores do Avenger e Paladino do grupo pediram para trocar porque queriam usar Swordmages, um humano e um genasi, os dois de builds diferentes.
Permiti e já incluí isso na história.

ON:

Ainda no esgoto onde paramos na última sessão, após descobrir como as crianças haviam se tornado ghouls e a culpa de parte da Sociedade do Pilar Dourado nisso tudo, os personagens tomaram algumas decisões sobre o que fazer.
Eles destruíram os ghouls, pois sabiam que era impossível reverter o processo. As criaturas não tentaram reagir e receberam um fim rápido.

Os personagens conversaram com o presidente da Sociedade do Pilar Dourado, onde depois de ler a lista e ouvir o que aconteceu ele prometeu que irá expulsar todos os envolvidos. Os personagens aceitaram a situação, por enquanto.

Retornando para casa, o Avenger Deva do grupo havia sumido. Passam alguns dias, os personagens curam seus ferimentos e durante uma madrugada, o companheiro desaparecido retorna para o teatro. Ele explica para o grupo que iria se ausentar por algum tempo, pois havia se infiltrado numa facção da religião de Kali na cidade que estava planejando algo envolvendo a Grande Conjunção. A última GC foi um período de caos em Ravenloft onde muitas pessoas morreram e o mundo viu grandes alterações. Entretanto ele já havia destruído uma célula desse grupo no passado e parte dessa facção estava investigando seu passado. Ele pede ajuda para os personagens, dizendo que precisa que alguns dos membros do culto de Kali sumissem, para evitar que seu passado fosse conhecido. Os personagens concordam e ele dá a identidade e localização dessas pessoas. Ele então vai embora.

Da mesma forma, o paladino do grupo resolve partir. Ele explica que decidiu partir para as terras onde o culto ao Morning Lord nasceu, levando sua companheira com ele.

Para preencher os dois espaços, as irmãs Wheathermay-Foxgrove contratam dois mercenários na cidade. Elas prometem para os dois o mesmo que haviam prometido para o resto do grupo e eles aceitam se juntar, mas mantendo seu negócio de guarda-costas quando não estiverem trabalhando para a Sociedade Van Richten.

Durante a tarde, as irmãs comunicam o grupo que receberam uma carta de outro membro da Sociedade Van Richten. Dr. Alban Eisenberg mora em Ludendorf, a capital de Lamordia, e pediu ajuda do grupo para tentar resolver um mistério em sua cidade. A viagem de Freeport a Lamordia normalmente levaria semanas, mas as irmãs explicam que possuem um acordo com os Vistanis e que um barqueiro deles irá levar o grupo até a capital de Lamordia.

Os personagens partem no dia seguinte. Ludendorf é uma cidade com pouco mais de 1000 habitantes, litorânea e com um aspecto ‘germânico’. Como o resto de Lamordia, o local abomina a idéia do sobrenatural e acreditam somente na ciência.

Dr. Alban recebe os personagens em sua casa. Ele está abalado e demonstra uma aparência cansada. Ele explica que é um dos diretores do hospital local e que nos últimos meses a cidade tem sofrido uma série de mortes estranhas. Primeiramente foram os animais, que começaram a morrer sem ferimentos ou explicação. Então os filhotes dos animais começaram a nascer mortos e deformados. No último mês isso começou a afetar os humanos. Quando começou uma pessoa morria por dia, sem qualquer indicação de ferimento ou doença. O número havia aumentado desde então. Agora duas a três pessoas morriam todos os dias. E isso não era o pior, segundo ele.

Ele então leva os personagens até um quarto em sua casa onde estava um recém-nascido que ele trouxe do hospital, depois que sua a mãe o abandonou. No berço, uma criança recém-nascida descansa. Sua pele é pálida e quase transparente, permitindo ver uma teia de veias roxas correndo por baixo dela. Sua cabeça é cheia de calombos que se espalham de forma irregular. Inicialmente a impressão é que ela está de olhos abertos, até que se percebe que ela na verdade não tem pálpebras. Seus olhos são completamente brancos, mas não totalmente opacos. Ela se assusta quando os personagens se aproximam e começa a chorar. Ele se contorce em silêncio tentando gritar e sem conseguir expressar qualquer som.

Quando os personagens se retiram do quarto, eles fazem um pequeno interrogatório com o doutor. Ele explica que não sabe a origem dessas mortes e que o governo de Lamordia isolou a cidade. Oficialmente, o problema está sendo tratado como uma peste e é proibida a viagem de Ludendorf para outras cidades de Lamordia. Ele comenta que duas pessoas morreram ontem à noite.

Investigando pela cidade, os personagens descobrem que as mortes sempre ocorrem à noite e que os dois mortos da noite anterior estavam numa taverna. Eles também descobrem que uma mulher que alega dominar ‘magia e poções’ vive fora da cidade. Parte do grupo parte para investigar a taverna enquanto a outra vai conversar com a ‘bruxa’.

Na taverna, eles descobrem que os dois mortos eram amigos e marinheiros conhecidos do dono do estabelecimento. Eles tinham ficado bebendo até mais tarde, depois do fechamento da taverna. O dono do local estava na cozinha na hora da morte, mas ouviu gritos e o local estava revirado quando ele voltou ao salão onde os corpos dos dois estavam.

Os personagens encontram a ‘feiticeira’ local e conversam sobre os ocorridos. Ela explica para os personagens o que imagina que possa estar ocorrendo. Alguém abriu um portal entre o mundo dos vivos e dos mortos. Esses portais permitem que os espíritos retornem ao nosso mundo. Entretanto, existem ‘guardiões’ que protegem a barreira entre os mundos e que podem vir até o nosso para fechar portais assim. Para se manter no nosso mundo essas criaturas precisam se alimentar de almas vivas, por isso as mortes e as crianças e filhotes nascidas deformadas. Ela acredita que os personagens estão enfrentando uma dessas criaturas.

Ela então indica o local onde os personagens podem encontrar os restos de uma criatura como a que está atacando a cidade. Ela se encontra numa caverna nos arredores da cidade e foi morta por uma civilização anterior a Lamordia. Se eles conseguirem alguns dos restos da criatura, a bruxa diz que pode criar uma poção que permitirá que eles enxerguem os espíritos dos mortos e possam descobrir onde está o portal.

Os personagens vão até a caverna e encontram o corpo de uma criatura grande e de forma humanóide que está presa em correntes. Seu corpo é formado por tentáculos, mandíbulas e pedaços de carne, sem quaisquer órgãos sensoriais.

Os personagens recuperam alguns pedaços da criatura e retornam até a bruxa. Ela cria as poções que eles precisam no dia seguinte. Os personagens retornam à cidade.

Durante aquele dia, eles vão até o hospital voltar a conversar com o Dr. Alban e acabam conversando também com o outro diretor, Dr. Dresner. Dresner é um médico psiquiatra especializado em hipnose e que discorda de Alban quanto as origens do problema. Os personagens saem do local desconfiando de Alban, pois ele é o único na cidade que é conhecido por lidar com o sobrenatural e ninguém mais em Ludendorf parece capaz de abrir um portal para o mundo dos mortos.

Durante à noite, os personagens bebem a poção e passam a enxergar os fantasmas do local. Eles conversam com um grupo deles e descobrem que eles vieram para o mundo dos vivos por acidente. Eles escaparam pelo portal que se localiza no hospital da cidade.

Os personagens invadem o hospital e descobrem um quarto que não haviam investigado durante o dia. Lá dentro, eles encontram uma jovem deitada inconsciente sobre uma cama e o Dr. Dresner sentado ao seu lado, chorando.

Dresner é pressionado pelo grupo e explica que ele havia se apaixonado por essa paciente quando ela veio se tratar no hospital. Entretanto, ela possuía uma doença pulmonar incurável. Desesperado com o destino da garota, Dresner usou hipnotismo para diminuir a velocidade do avanço da doença, fazendo a garota entrar em transe profundo e assim diminuindo suas funções vitais ao mínimo. A enfermidade estava inerte, mas a garota não podia acordar ou a doença rapidamente a mataria.

Dresner não quer aceitar que as mortes na cidade possam ter sido por sua culpa. Ele entra em choque quando é finalmente confrontado com a verdade e percebe que vai ter que encerrar a hipnose. Os personagens ouvem gritos vindos de fora do hospital.

Fora do local, espíritos correm pela rua tentando fugir de uma criatura igual ao que o grupo havia encontrado na caverna, o suposto guardião da barreira entre os mundos. Percebendo que a situação estava saindo do controle e tentando evitar que a garota tenha que sofrer com a doença, o warlord do grupo perfura o coração dela com sua espada. Isso faz com que o portal entre os mundos que existia no corpo dela comece a se fechar.

Os espíritos começam a se movimentar na direção do corpo da garota, sendo atraídos pelo fechamento do portal. Da mesma forma a criatura se dirige em direção ao quarto.

Nesse momento, três homens vestindo capas vermelhas aparecem na rua entoando cânticos que fazem a criatura parar de se mover na direção do quarto e começar a seguí-los.

O ranger do grupo pula para a rua e corre para tentar deter os três. Enquanto ele corre, o portal se fecha e os espíritos que estavam na cidade somem. A criatura é mantida nesse mundo e controlada pelo cântico dos três.

O ranger arremessa um machado e mata uma das três figuras encapuzadas. Isso quebra o cântico, que faz a criatura se livrar do encantamento. Ela invoca seis servos, criaturas humanóides formadas de sombras que passam a atacar tudo vivo à sua volta.

Os personagens tem um combate longo mas derrotam a criatura. Vasculhando os restos do ser encapuzado morto (os outros dois escaparam), o grupo descobre que ele era um humano comum. Seu manto tinha símbolos similares aos que encontram em Gryphon Hill, nas anotações dos pais das irmãs Wheathermay-Foxgrove. Eles retornam para a casa de Alban onde tem seus ferimentos tratados. Depois de receberem os agradecimentos do doutor e descansarem por alguns dias em sua casa, eles começam a viagem de volta a Freeport.

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