Skip to content

3:30 da manhã, insônia e excesso de tempo

06/09/2009

Sétimo dia com alimentação mínima e insônia horrível. Acho que tive insônia quase a semana toda, na verdade. Como ainda não pego fogo no sol nem desenvolvi poderes especiais dá pra ter certeza que não estou me transformando em vampiro, é só uma seqüência de médicos ruins e falta de sorte na recuperação.

Aproveitando que estou acordado e pelo jeito não vou dormir tão cedo, lista pequena de coisas que li essa semana e que acredito que valem a pena pra jogadores de rpg em geral.

Esse é um artigo sobre sistemas de rpg na .20. Dá pra notar a predileção do autor pelo indie desde o começo, alguns pontos poderiam ter sido melhor trabalhados e (claro) discordo de algumas coisas, mas eu já ouço coisa pior sobre D&D desde a época que Vampiro foi lançado no Brasil (e AQUELA foi uma época horrível de ser jogador de D&D). Vale por ser polêmico em alguns pontos e é aquele tipo de artigo que serve mais para ler opiniões e pensar no ponto de vista do autor.

Li Dark Entries ontem. Para quem não conhece, história em quadrinhos do John Constantine (Hellblazer, DC, aquele filme do Keannu Reeves que ele usa uma escopeta com uma cruz) onde ele é convidado para participar de um reality show no estilo Big Brother depois que os participantes do programa começam a ter alucinações e ver fantasmas. Ótima história. Não vou descrever o enredo inteiro aqui porque vou usar pra alguma futura aventura de Ravenloft e não quero estragar a surpresa dos jogadores, mas é o tipo de história que vale a pena pra quem gosta de um bom conto de terror ou quer idéias pra uma sessão. Gostei principalmente que a grande revelação da trama acontece cedo na história. Muito autor ruim teria usado ela só no final.

Quase terminando DragonMech. Quanto mais eu leio, mais eu acho que o cenário é bom mas não presta pra D&D. Recapitulando, mundo de fantasia medieval tradicional até que a lua desse mundo começa a se despedaçar e pedaços dela começam a cair no planeta, devastando a superfície. Além desses ‘meteoros’ também acabam caindo no mundo criaturas vindas da lua que são chamadas de dragões pelos habitantes locais. Elas provocam destruição e aproximam o cenário ainda mais de um apocalipse, até que os habitantes do mundo começam a criar mechs gigantes capazes de sobreviver aos ‘meteoros lunares’ e aos dragões alienígenas.

O problema é que isso não encaixa em D&D. Cenário medieval de fantasia pós apocalíptico, certo, até aqui funciona. Mas as regras não funcionam. A 3e (edição pra qual o cenário foi projetado) permite absurdos muito grandes com personagens de alto nível. Décimo nível pra cima, os spellcasters estariam surrando os mechs com um braço nas costas. E não duvido que mesmo as outras classes conseguissem destruir um mech facilmente ali pelo nível 10-14. Não que na 4e fosse diferente, paragon tier eles já estariam surrando mechs pequenos e epic tier eles já estariam surrando até os mechs maiores. Se eu mestrar vai ser M&M mesmo, com as regras de mechs do sistema.

Lendo também o encadernado do ‘No Man´s Land’ do Batman. Pra quem não conhece, durante um certo período Gotham City se torna uma ‘terra de ninguém’ (daí o nome), quando o governo do país resolve abandonar aquele território pois não era capaz de reconstruir o lugar depois de uma série de desastres que ocorreram. O local é abandonado pela maioria da população, entretanto muita gente fica pra trás (pessoas sem outro local pra viver, os sem-teto, aqueles que não quiseram abandonar seu lar, etc.). Sem apoio exterior, sem a maioria das comodidades das cidades atuais e num território que vive num estado de guerra civil entre as diversas gangues e criminosos famosos (como o Duas Caras e o Coringa), Batman tenta manter a ordem e proteger os cidadãos que ficaram pra trás. Ótima série pra quem quer mestrar uma campanha de super-heróis urbanos de baixo poder, como a Bat-family (Batman, Asa Noturna, Robin, etc.).

A versão final das minhas regras de Ravenloft 4e ficam pra semana que vem. Não estou com o arquivo final delas e preciso fazer uma correção ortográfica antes de liberar pra download. Meus jogadores devem gostar porque tirei muita coisa que só pesava pro jogo e não divertia ninguém.

Última sugestão: Exalted. Sistema que sempre comento e nunca vou entender porque não foi publicado no Brasil, ele apresenta um cenário de fantasia medieval épico que foge completamente dos padrões D&D-e-genéricos. Não é indie, não é ‘old school’, não é realmente ‘alternativo’ porque é feito pela White Wolf. Mas vale muito a pena. Especialmente pro pessoal que insiste na afirmação que mecânicas bem estruturadas limitam a capacidade de criação e interpretação dos jogadores. Ou que acham necessário que cada mecânica de um sistema tenha um fluff detalhado.

E pra terminar e adicionar algo diferente, Mike Mearls (Iron Heroes, 4e), criou um grupo na comunidade da Wizards pra quem quiser participar na elaboração de uma dungeon. Aparentemente, trabalhar em conjunto na elaboração de dungeon está na moda.

No comments yet

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: