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Iniciativa M&M: Scion, terceira parte

22/09/2009

E continuando a adaptação de Scion, o resto do panteão nórdico (e os deuses mais conhecidos) assim como uma explicação mais detalhada do Destino no mundo de Scion.

Odin

O deus supremo do panteão Aesir, o terror dos Titãs no início do mundo, aquele que se enforcou por nove dias e sacrificou um olho para conseguir sua sabedoria e poder. O que sobra nele em onisciência e onipotência falta em instinto paterno. Odin costuma abandonar as mães de seus filhos antes que eles nasçam e só retorna para visitar seus Scions quando necessita deles. Isso está relacionado a obsessão dele com o Ragnarok e a morte dos deuses. Ele deseja sobreviver ao fim do mundo à qualquer custo, mesmo que para isso tenha que sacrificar todos os seus Scions.

Odin sempre usa a aparência de um homem barbudo e caolho ao andar no nosso mundo, independente da forma tomada. No nosso mundo ele já foi um empresário da área de telecomunicações, um programador numa companhia de uma ferramenta de busca e um técnico de telefones.

Scions de Odin herdam o Carisma, a Inteligência, a Constituição e Sabedoria elevadas de seu pai. Eles costumam demonstrar habilidades de liderança (Plano Genial, Diplomacia elevada, etc.), capacidade de sobreviver a situações extremas (Sobrevivência) e ter uma percepção apurada do mundo à volta (Notar, Procurar, Investigar). Conhecimento de magia (Magia), sentidos sobrenaturais (Super-sentidos, PES, etc.) e domínio sobre poderes relacionados à guerra (Raio, Golpe, etc.) são habilidades comuns dos filhos de Odin.

Sif

A esposa de Thor e outra deusa da fertilidade do panteão. Ela é a dama guerreira de olhos azuis e cabelos feitos de ouro (literalmente). Ela costuma assumir papéis de suporte a Thor, tanto no mundo dos deuses quanto no nosso mundo.

Quando acompanhando Thor no nosso mundo, ela já foi uma líder de torcida quando o deus do trovão foi um jogador de futebol americano e a esposa atriz para o marido herói de filmes de ação. Seus filhos costumam nascer nas épocas em que ela se afasta de seu marido para viver suas próprias aventuras no nosso mundo. Nesses períodos, ela já foi uma professora, bibliotecária, parte da nobreza européia e uma chef famosa.

Seus Scions são variados. De feministas à donas de casa, de metrossexuais a mineradores. Algo que une todos eles é a incapacidade de se manterem parados, sempre sentindo a necessidade de estar produzindo algo.

Seus filhos desenvolvem Carisma e Constituição elevadas. São comuns o interesse numa variedade de áreas diferentes (várias graduações em Conhecimentos), assim como a capacidade de sobreviver a adversidade (Sobrevivência). Como os Scions de Freya, seus Scions demonstram controle sobre aspectos da fertilidade (Cura, Regeneração, Controle Vital, etc.) e guerra (Golpe, Raio, Proteção, etc.).

Thor

O deus mais conhecido do panteão, braço direito de Odin, sua aparência real é de um enorme homem de traços nórdicos, cabelos e barba longos e ruivos. Seu temperamento é difícil. Thor é orgulhoso e entra em fúria facilmente, ameaçando os outros à sua volta sem pensar. Ao mesmo tempo, Thor tem uma tendência a se apegar facilmente e demonstrar um lado atencioso com aqueles que considera amigos. Suas variações de humor são tão conhecidas quanto seu poder e isso o torna alguém amado e temido entre os deuses do panteão.

No nosso mundo, Thor já foi um astro do rock, um segurança, um mecânico de motos e técnico eletricista. As pessoas com quem convive tendem a se lembrar dele como uma pessoa carismática capaz de acessos de cólera intimidadores, não muito inteligente e com uma facilidade em desenvolver vícios.

A facilidade com que ele desenvolve novas paixões faz com que ele tenha muitos filhos. Entretanto, ele costuma dar menos presentes a seus Scions e esperar que eles sejam capazes de sobreviver sozinhos. Seus filhos costumam herdar seu Carisma, Força e Constituição elevados e muitas graduações em Intimidar. Poderes relacionados ao papel de Thor como principal guerreiro e guardião de Odin também são comuns (Proteção, Escudo, Campo de Força, Golpe, Raio, etc.) assim como o controle sobre os céus (Controle Elétrico, Salto, Vôo, etc.).

Tyr

O deus da justiça e da guerra do panteão, Tyr sacrificou sua mão direita para que os deuses pudessem aprisionar o grande lobo Fenrir. Sua aparência é de um homem forte e um guerreiro experiente, com as cicatrizes das várias batalhas pelo corpo. Ele mantém uma atitude séria em todas as situações, preferindo o que considera ser o mais correto e benéfico à longo prazo.

No nosso mundo ele costuma assumir a aparência de um homem baixo, forte e de cabelos grisalhos. Ele já foi um desenvolvedor de armas e pastor, um ativista dos direitos civis e um blogueiro conservador.

Seus filhos herdam a devoção à justiça de seu pai. Eles são alguns dos maiores defensores da importância da proteção do status quo e dos valores do panteão nórdico. Scions de Tyr desenvolvem Carisma, Constituição, Força e Sabedoria elevados. Eles costumam ser bons diplomatas (Diplomacia, Blefe, Intuir Intenção, etc.) e eruditos (Conhecimentos). Sua dedicação a justiça também os torna observadores (Investigação, Procurar, etc.). Eles desenvolvem habilidades sobrenaturais que os tornam guerreiros habilidosos (Golpe, Escudo, Proteção, Raio, etc.) e a capacidade de identificar à verdade (Super-Sentidos, Leitura Mental, etc.).

Vidar

O deus da vingança e aquele que foi destinado a sobreviver ao Ragnarok. Para conseguir isso, Vidar se transformou no deus mais forte depois de Thor, o mais resistente depois de Odin e o mais ardiloso depois de Loki. Ele é um deus paranóico, obsessivo e metódico. Assim como Odin ele está disposto a sacrificar o que for necessário para conseguir seus objetivos.

No nosso mundo, Vidar assume a aparência de um homem barbudo entre vinte e trinta anos, magro mas atlético. Ele já foi um detetive, um policial, um mafioso, um terrorista, um político e um líder de culto.

Seus filhos são tão obsessivos, metódicos, paranóicos e vingativos quanto seu pai. Scions de Vidar demonstram a Constituição e Força elevados do pai, assim como sua capacidade de identificar à verdade (Leitura Mental, Super-Sentidos, PES, etc.) e manipular os outros (muitas graduações em Blefar e Intimidar).

Destino

E agora uma breve descrição sobre o Destino seu funcionamento no mundo de Scion.

Nessa ambientação, o Destino é uma força real e presente. Ele afeta com mais frequência seres tocados pelos poderes divinos, gerando coincidências estranhas e tornando situações improváveis em realidade. Ninguém pode afirmar se o Destino possui inteligência verdadeira ou é um fênomeno natural surgido da interação dos poderes divinos com nosso mundo.

Quanto mais poderoso o indivíduo, mais o Destino afeta sua vida. Os Deuses se afastaram do mundo por muito tempo para evitarem que seus destinos se entrelaçassem com os de seus adoradores. Com seu retorno e o aumento do número de Scions, o Destino voltou a agir no mundo.

Quando um ser com poderes sobrenaturais (Scions, Titãs, filhos de titãs, semi-deuses, deuses, etc.) usam de seus poderes repetidas vezes num certo local, objeto ou pessoa, existe a possibilidade que seja estabelecida uma ligação entre eles.

Um Scion que usa seu poder constantemente para proteger um indivíduo, por exemplo, pode fazer com que essa pessoa se torne sua melhor amiga, maior aliada, verdadeira amante ou maior opositora. A pessoa pode ser destinada a ser uma das responsáveis pela maior vitória ou derrota do Scion.

Um objeto comum no qual o Scion usa constantemente seus poderes, como uma pistola onde ele usa as balas mágicas que cria, pode se tornar um símbolo associado com o personagem ou ser destinada a falhar contra o ser destinado a matar o Scion.

Um local onde o Scion utiliza seus poderes de forma rotineira, como o sotão da casa onde ele costuma usar sua Magia pode se tornar o local onde um dia ele irá alcançar o status divino ou seu corpo cairá morto.

O Destino possui mecânicas mais específicas no sistema original, mas em M&M ele pode ser usado facilmente como uma forma de complicação. Quanto mais os Scions usarem seus poderes, com mais facilidade o Mestre pode estabelecer objetos, pessoas e locais aos quais os personagens são ligados. Essas ligações com o destino são ferramentas de trama a serem utilizadas de acordo com o interesse do Mestre e o que for melhor pra campanha.

Ele serve para justificar aquele NPC recorrente que parece sempre aparecer quando os personagens precisam, aquele oponente que sempre consegue escapar de situações de morte certa e explicar as situações difíceis de acreditar (como a facilidade com que Scions e crias de Titãs se esbarram no nosso mundo de forma acidental).

E na próxima parte, vou passar para o outro panteão. Provavelmente o egípcio ou greco-romano. Vamos ver se consigo fazer o próximo panteão num único post.

5 Comentários leave one →
  1. JOrge permalink
    22/09/2009 1:01 pm

    Ei César qdo voltam as aventuras de M&M? Essas matérias da iniciativa M&M são ótimas.

    • 22/09/2009 1:07 pm

      Valeu Jorge🙂
      Cara, to vendo isso. Estou querendo mestrar a segunda de Star Wars antes de M&M ainda. Mas devem voltar logo.

  2. Arquimago permalink
    23/09/2009 5:54 pm

    Opa! Legal o restante!

  3. Thad permalink
    25/09/2009 1:27 am

    Muito boa a adaptação,fiquei muito interessado no cenario depois de le-la.
    Continue com o bom trabalho.

Trackbacks

  1. Fim da primeira rodada da Iniciativa M&M « Pergaminhos Dourados

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