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Iniciativa M&M: Scion (deuses irlandeses, primeira parte)

02/11/2009

E agora que parei pra ler o Scion Companion descobri que os deuses listados são os da mitologia irlandesa, uma subdivisão da mitologia celta. Então essa adaptação vai ser sobre os deuses irlandeses e não os celtas em geral. Não que vá fazer diferença pra quem não estuda o assunto.

O panteão dos deuses irlandeses (também conhecido como Tuatha) é formado por divindades orgulhosas e que lembram os nórdicos em sua fúria e amor pelo combate. A individualidade e coragem são valorizadas, já que desde o início do panteão os deuses e seus seguidores lutam contra a raça dos fomorians, descendentes dos Titãs que viviam no território da Irlanda. Igualmente respeitados são os músicos, poetas e contadores de história, pois essas são atividades importantes na passagem das lendas do panteão.

Uma diferença importante dos deuses irlandeses para a maioria dos outros panteões é o quanto eles valorizam seus fiéis. Isso está ligado a história do povo atual da Irlanda e como vieram a conhecer seus deuses. Durante muito tempo os deuses governaram o território irlandês, tendo defendido suas terras de diversas invasões. A situação se manteve assim até a chegada dos Milesians.

Um povo de guerreiros e navegadores vindos da Cítia e do Egito, a guerra dos Milesians com os seguidores do panteão Tuatha se tornou tão violenta que ameaçou destruir a Irlanda. Os deuses irlandeses então fizeram um acordo com os invasores: os Milesians voltariam para o mar em oito barcos, se afastando da costa irlandesa e retornando em seguida. Os deuses irlandeses iriam usar seus poderes para criar uma enorme tempestade e destruir os barcos antes que eles conseguissem voltar para a costa. Se o panteão fosse bem sucedido, os Milesians abandonariam a Irlanda. Se os invasores fossem bem sucedidos, eles poderiam tomar o controle do território.

Cinco dos barcos afundaram, mas três conseguiram chegar a costa. Os Milesians então se tornaram os governantes da Irlanda, sendo absorvidos ao longo do tempo na população original e se tornando a etnia irlandesa principal. Os Milesians se tornaram também seguidores do Tuatha, pois os invasores e os deuses desenvolveram um respeito mútuo com o fim da guerra.

Enquanto o respeito pelos fiéis se demonstra sua maior força, sua maior fraqueza é o excesso de confiança e a necessidade de atenção. Tanto os deuses quanto seus Scions tem dificuldade em se manter discretos, preferindo cursos de ação que sejam mais ‘heróicos’ e produzam histórias melhores. O que já fez vários dos filhos dos deuses enfrentarem criaturas que eles não podiam vencer.

Aengus

O deus da beleza, juventude, amor e inspiração poética do panteão. Ele possui cabelos longos e loiros, olhos azuis e sua face possui uma beleza que impressiona homens e mulheres. Aengus é famoso por seu raciocínio rápido e a facilidade com que consegue convencer os outros, deuses ou mortais.

No nosso mundo ele gosta de assumir papéis que o permitam demonstrar sua inteligência, promover novas paixões e incentivar a criação artística. Ele já foi um apresentador de programa de entrevistas, um advogado muito convincente e um jogador que vivia das suas grandes apostas.

Os seus filhos herdam sua beleza e aparência jovem, sempre parecendo mais novos do que sua idade real (Carisma elevado). Aqueles que herdam a lábia do pai se tornam advogados, diplomatas, vendedores e políticos (Blefar, Diplomacia, Intuir Intenção, etc.). Os que herdam uma beleza ainda maior do que o normal para seus irmãos e irmãs seguem carreira no entretenimento ou como modelos (Performance, Profissão, etc.). Eles desenvolvem dons ligados a capacidade de manipular a mente e o corpo dos outros (Atordoar, Controle Vital, Cura, Drenar Característica, Leitura Mental, Telepatia, etc.) e aos pássaros, animais tradicionalmente ligados ao seu pai (Controle de Animais, Invocar Capanga, Imitação de Animais, etc.).

Brigid

Um papel recorrente em diversas mitologia é da divindade feminina que assume três identidades: a jovem, a mãe e a anciã. No panteão Tuatha esse papel é preenchido por Brigid, que também é a deusa dos ferreiros, curandeiros, poetas e, ao mesmo tempo, do fogo e da água. Não só do fogo normal, mas o fogo da inspiração nos mortais, que mantém a chama da criação, impulsividade e ousadia acessa. Ela é uma mulher alta, linda, com cabelos vermelhos, olhos cinzentos e pele sardenta. Seu vigor é lendário, sendo uma ferreira e combatente habilidosa.

No nosso mundo Brigid já foi uma médica, uma trabalhadora de siderúrgica e uma professora de redação que inspirava jovens talentos. Ela assume papéis onde possa incentivar os mortais a correrem riscos e abandonar os padrões, fazendo com que criem novas obras e desenvolvam novos conceitos.

Talvez devido ao papel que desempenha no panteão, talvez devido a sua beleza e suas responsabiliades, o culto a deusa não se limita ao panteão Tuatha. Os cristão absorveram o culto quando dominaram o território irlandês, tornando Brigid numa santa de sua religião. Da mesma forma, os escravos irlandeses que foram usados na colonização do Caribe junto com os povos africanos continuaram a adorar sua deusa, sendo que a mistura entre os povos acabou por gerar a figura da Maman Brigitte no panteão Loa. Apesar de Brigid nunca ter abandonado o panteão Tuatha, isso faz com que ela mantenha relações amigáveis com os deuses do Loa (e alguns comentam que sua relação com o Baron Samedi são mais que ‘amigáveis’).

Seus Scions são pessoas carismáticas, belas, com grande vigor e força física (Força e Constituição elevadas) e um impulso criativo que nunca cessa. Os que herdam a ligação da sua mãe com a saúde física se tornam médicos, veterinários e biólogos (Conhecimento, Lidar com Animais, Medicina, etc.). Os que demonstram a ligação de Brigid com as forjas se tornam escultores e metalúrgicos (Ofícios, Performance, etc.). E alguns não seguem nenhuma das duas carreiras, abraçando a chama da inspiração em alguma área artística e se tornando poetas, escritores ou atores (Blefar, Diplomacia, Profissão, etc.). Brigid é associada ao cisne na mitologia, por isso seus filhos demonstram uma ligação sobrenatural com esses animais (Controle de Animais, Imitação de Animais, Invocar Capanga, etc.). Alguns desenvolvem a capacidade de controlar a chama da vida em si e nos outros (Controle Vital, Cura, Fadiga, Regeneração, etc.). Outros desenvolvem maior ligação com os elementos água e fogo, se tornando capazes de feitos sobrenaturais com eles (Controle de Elemento, Forma Alternativa, Raio, etc.).

Dagda

O deus guerreiro e protetor do panteão, Dagda é conhecido por sua paixão por boa comida, grandes batalhas e belas mulheres. Seu estilo de vida é desregrado e caótico, mas apesar disso ele é um grande combatente e comandou o panteão durante algumas das piores batalhas contra os fomorians. Sua personalidade faz com que os outros o amem ou odeiem e com que ele nunca seja ignorado.

Suas paixões fazem com que ele passe todo tempo livre no nosso mundo e tenha mais Scions que os outros deuses do panteão. Assim como na sua forma verdadeira, ele prefere identidades onde possa saciar seu desejo por mulheres, banquetes e combates. Ele já foi um boxeador, um senador e um motoqueiro.

Seus filhos herdam o mesmo carisma e vigor físico do pai (Carisma e Constituição elevados). Aqueles que herdam o papel de protetor do pai se tornam policiais, bombeiros e guarda-costas (Intuir Intenção, Investigar, Notar, Procurar, etc.). Outros herdam a paixão do pai pela adrenalina e se tornam esportistas (Acrobacia, Escalar, Nadar, Peformance, etc.). Todos eles são combatentes habilidosos e demonstram dons sobrenaturais nesse sentido (Escudo, Golpe, Proteção, Raio, etc.). Uma habilidade comum é a ligação com os porcos, animais normalmente associados ao seu pai (Controle de Animais, Imitação de Animais, Invocar Capanga, etc.).

Danu

A deusa-mãe do panteão, a primeira Tuatha. Mãe de Dagda, Dian e Nuada, ela é associada a água e a terra fértil e considerada a maior protetora das terras da Irlanda. O território irlandês é seu e nada acontece ali que ela não saiba. Apesar de todas as guerras e sofrimento, Danu ainda é uma deusa pacifista e que prefere métodos não-violentos para resolver as situações.

Ela mantém a atitude protetora e pacifista mesmo quando assumindo identidades no nosso mundo. Ela já foi uma professora, enfermeira e babá. Entretanto suas visitas ao mundo dos mortais são raras, pois mesmo antes do início da nova guerra contra os Titãs seu papel como protetora da Irlanda é um trabalho que ocupa quase todo seu tempo.

Seus filhos são igualmente gentis e pacifistas. Eles são capazes de se defender se necessário, mas preferem usar sua Inteligência elevada para vencer os desafios sem a perda de vidas. Eles seguem carreiras que os permitam ajudar o mundo de forma não violenta, sendo comuns os ativistas ambientais e cientistas que pesquisam tecnologias não-poluentes (Conhecimento, Lidar com Animais, Obter Informação, Performance, etc.).

Dian Cécht

O principal deus da cura do panteão, Dian é um deus orgulhoso e capaz de acessos de fúria incontroláveis quando acredita que seu trabalho foi diminuído ou superado por outro ser. Foi assim com seu filho Miach e sua filha Airmed e diversos de seus Scions.

Os deuses do Tuatha possuem uma lei que proíbe que o líder do panteão seja alguém com qualquer deficiência, física ou mental. Nuada, o líder original do panteão, perdeu sua mão numa batalha e foi tirado do poder. Dian Cécht fez para seu antigo líder uma mão de prata que substituía completamente o membro perdido, acreditando que assim faria Nuada voltar ao poder. Os outros deuses discordaram entretanto, julgando que Nuada continuava incapaz de governar pois sua mão não era verdadeira. Foi então que Miach e Airmed passaram décadas criando uma mão feita de carne como um presente para Nuada, sem o conhecimento de seu pai. Quando eles terminaram o antigo rei pode voltar ao poder, mas Dian foi tomado por um de seus acessos de fúria e destruiu seu filho por ele ter ousado superar sua habilidade. Airmed só foi poupada devido a intervenção dos outros deuses, que o deteram a tempo.

O assassinato de seu filho Miach é algo que faz Dian se sentir culpado até hoje, mas isso não impediu que essa história se repetisse muitas vezes ao longo dos séculos. Seus Scions aprendem rapidamente a evitar a fúria do pai, tomando cursos de ação que não demonstrem superioridade ou desrespeito aos atos de Dian. Alguns até cometem erros deliberados, para evitar que Dian se sinta inferiorizado com algum sucesso impressionante de seus filhos.

No nosso mundo Dian costuma assumir papéis que o permitam trabalhar na área médica, com ênfase em áreas que o possibilitem lidar com pessoas com deficiências. Em todos as suas identidades ele demonstra uma tristeza contínua por algum filho ou filha perdidos (normalmente o último Scion a ser destruído por sua fúria), mas não comenta sobre a maneira como eles morreram.

Seus Scions herdam a genialidade do pai em desenvolver métodos e aparelhos para facilitar a vida das pessoas doentes ou com deficiências (Inteligência elevada, Conhecimento, Medicina, Ofício, etc.). Eles desenvolvem habilidades sobrenaturais ligadas a cura de doenças (Cura, Fortalecer Característica, Imunidade, Regeneração, etc.). Alguns demonstram a habilidade do pai na feitiçaria, se tornando bruxos e magos habilidosos (Magia).

E aqui eu termino a primeira parte. A segunda continuo ainda essa semana, só preciso fazer um post sobre o tema atual da Iniciativa antes.

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