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Iniciativa M&M: Scion, deuses chineses

29/11/2009

E chegou a vez do penúltimo panteão, o panteão chinês, também conhecido como Burocracia Celestial. Este nome vem da forma como o panteão é organizado. A Burocracia é formada por centenas de deuses menores, milhares de semi-deuses e um número incontável de criaturas fantásticas e espíritos, organizados numa hierarquia onde os postos são definidos pelo poder individual e a área de ação da divindade. O panteão possui deuses e semi-deuses para todos os conceitos, atividades e profissões, além de divindades designadas para locais e ocasiões importantes. Isso forma uma estrutura complexa onde as diversas entidades possuem cargos e funções e trabalham em conjunto para manter as diversas atividades do panteão funcionando da maneira correta.

Os deuses chineses (ou shen, como eles se denominam) afirmam que o panteão se inicou com o gigante Pangu, nascido de um ovo que surgiu no meio do caos primordial. Quando o gigante nasceu ele percebeu que estava sozinho e por isso começou a moldar a estrutura caótica e indefinida da realidade, criando nosso mundo. Quando terminou seu trabalho ele se sentiu tão satisfeito que escolheu abandonar sua individualidade e se tornar parte de sua criação, desaparecendo do mundo. Os outros deuses do panteão, inicialmente um grupo pequeno formado por divindades com características animais, se responsabilizaram então pela proteção do território chinês. Com o tempo mais divindades e criaturas foram sendo agregadas ao panteão até ele alcançar a complexidade atual.

Por diversas vezes o império chinês foi controlado por imperadores Scions, até os shen decidirem se afastar como os outros panteões fizeram. No caso dos deuses chineses isso aconteceu no final da dinastia Shang.

O império vivia um declínio claro devido a uma sucessão de imperadores incapazes e desonrados. O último imperador Shang iniciou à guerra ao escrever no templo de Nüwa (uma das deusas da lua do panteão) uma poesia ofensiva que desrespeitava a divindade. Isso gerou uma divisão na Burocracia. Os deuses insatisfeitos com o governo Shang decidiram iniciar uma rebelião para derrubar a dinastia. Os deuses que prezavam a estabilidade e não conseguiam aceitar que a Burocracia desrespeitasse a legislação divina (pois o imperador era intocável) se voltaram contra seus colegas e tentaram proteger Shang. Isso iniciou uma guerra civil no mundo dos mortais e dos deuses, que se estendeu por anos até que a vitória dos rebeldes e o início da dinastia Zhou. Durante esse tempo dezenas de divindades e centenas de espíritos e servos divinos morreram, no que foi o pior conflito para o panteão desde a primeira guerra contra os Titãs.

A discórdia, o caos e o rancor existente após o fim da guerra mantiveram a Burocracia ocupada com jogos políticos e disputas de poder nos séculos seguintes, fazendo com que ela se afastasse do mundo mortal. O panteão só voltou a se erguer após a implantação do comunismo no país, quando a perseguição a religiosos e destruição de locais importantes para os shen ajudaram a diminuir a discórdia e incentivaram o trabalho conjunto.

Com o fim dos conflitos internos a Burocracia voltou as suas funções, protegendo o território chinês e tentando incentivar seu povo a cultuar seus deuses. Uma determinação do Imperador de Jade impede que as divindades façam qualquer coisa contra o domínio do comunismo no país, mas não impede que elas incentivem ações que valorizem e ajudem a preservar a adoração as divindades. Alguns deuses ainda realizam ações para tentar derrubar o governo atual, por acreditarem que isso aumentaria o número de seguidores dos deuses do panteão, sempre tomando cuidado para não serem descobertos.

O panteão é governado pelo Imperador de Jade, estando abaixo dele os ministros e abaixo deles os chefes dos departamentos. Esses departamentos são divididos em divisões, forças-tarefa e diversas outras estruturas menores. Apesar do título Imperador de Jade, o deus no posto tem um mandato de sessenta anos e é eleito pelos oito deuses mais antigos do panteão: Yuan Shi Tian Zun, Ling Bao Tian Zun, Tai Shang Lao Zun, Fuxi, Nüwa, Shennong, Xiwangmu, Huang Di.

Yuan, Ling e Tai nunca tiveram filhos e deles, somente Tai já andou no nosso mundo (assumindo a identidade de Laozi e sendo o criador do Taoismo). Fuxi, Nüwa, Shennong, Xiwangmu, Huang Di foram os responsáveis por estabelecer a civilização chinesa, ensinando a humanidade as habilidades necessárias para evoluir (agricultura, estruturas administrativas, uso de ferramentas, medicina, etc.).

A Burocracia Celestial valoriza a capacidade de viver em harmonia com o mundo, através do comportamento social correto e obediência as regras. Ao mesmo tempo, a mudança constante e a compreensão que nada existe de forma isolada exige uma obediência capaz de questionar conceitos errôneos e corrigir as injustiças praticadas. A adoção do Taoísmo e do Confucionismo também são importantes para o panteão, com a ênfase em cada um variando de acordo com os deuses envolvidos.

Chang’e

Chang´e tem uma das histórias mais complexas entre os deuses de todos os panteões. Ela nasceu como uma criança mortal e que ainda bebê foi levada pelos deuses para trabalhar na Burocracia Celestial. Ali ela se transformou numa imortal, mortais que recebem a vida eterna e podem viver no mundo dos deuses, servindo como um de seus agentes.

Entretanto, por acidente (e alguma influência do destino) Chang´e quebrou um dos vasos do Imperador de Jade, que ordenou que a humana fosse enviada de volta ao mundo dos mortais. Ela renasceu como uma criança comum numa vila pobre e deveria ter tido uma vida comum, mas por outro acaso do destino ela foi adotada por uma família rica da região. Isso permitiu que ela conhecesse o famoso arqueiro Houyi, aquele que viria a se tornar um herói e imperador após matar nove dos dez filhos do Imperador de Jade, que haviam se rebelado e criado dez sóis no céu. Chang´e e Houyi se casaram e eram felizes, apesar do herói ter se tornado um tirano após alcançar o poder.

O tempo e a idade fizeram o arqueiro temer a morte e buscar uma forma de manter a si e sua esposa vivos para sempre. Ele finalmente encontrou uma maneira de fazer isso através de um elixir único, que elevaria aos céus quem o bebesse. O item possuía conteúdo suficiente para duas pessoas, o que permitiria que Chang´e Houyi vivessem juntos para sempre. E então, novamente o destino decidiu a vida de Chang´e.

A futura deusa lunar bebeu por acidente o elixir sozinha. Seu corpo começou a se elevar em direção aos céus, mas em vez de alcançar o palácio da Burocracia Celestial no mundo dos deuses, ela continuou a subir até alcançar o aspecto da lua no mundo dos shen. Isso ocorreu porque o elixir era potente demais para uma única pessoa, prendendo Chang´e a lua da região da Burocracia no mundo dos deuses.

Presa longe dos mortais e dos deuses, Chang´e acabou por descobrir maneiras de descer ao nosso mundo adquirindo uma forma que mantém a maioria dos seus poderes, mas é mortal. Quando os outros deuses precisam se comunicar com ela, precisam enviar mensageiros para a lua onde ela vive. Devido a suas várias visitas ao nosso mundo depois de sua ascensão, onde sempre cumpria missões para a Burocracia, ela recebeu o título de deusa da lua do panteão e foi associada ao yang.

No nosso mundo ela costuma assumir identidades que a permitam passar despercebida. Seu carisma natural chama a atenção, mas ela sabe atravessar uma multidão sem ser notada. Ela já foi uma vendedora de sorvetes, cabelereira e ladra de jóias.

Seus filhos herdam o charme da mãe (Carisma elevado) e sua habilidade em lidar com pessoas (Blefar, Diplomacia, Intuir Intenção). Coincidências incomuns e acidentes estranhos são ainda mais comuns com eles do que seriam com outros scions, o que demonstra o interesse especial do destino em qualquer coisa relacionada a Chang´e. Eles costumam demonstrar dons relacionados ao frio (Armadilha, Controle de Frio, Imunidade, Criar Objeto, etc.) e escuridão (Criar Escuridão, Obscurecer, Telecinésia, etc.).

Fuxi

O deus-dragão e primeiro deus-sol, foi Fuxi que ensinou a humanidade a domesticar animais, usar roupas e cozinhar seus alimentos. Ele também ensinou aos mortais as primeiras leis, permitindo que eles iniciassem o processo que formaria o império chinês. Devido a sua importância para o panteão e o mundo dos mortais, Fuxi foi o primeiro líder do panteão e até hoje é conhecido como Primeiro Soberano.

A forma verdadeira de Fuxi é um enorme dragão com a cabeça de um humano. Como usar essa forma para andar no nosso mundo não seria prático, ele costuma assumir a aparência de homens idosos e intelectuais. Ele costuma assumir papéis onde possa agir como conselheiro, incentivando pesquisadores e cientistas a desenvolverem novos métodos e tecnologias.

Seus filhos herdam sua genialidade e vigor (Inteligência e Constituição elevadas). Eles costumam ser intelectuais, se dedicando a uma área em especial e se tornando famosos por sua especialidade (Conhecimentos, Ofícios, Performance, etc.). Eles demonstram domínio sobre os céus (Controle Climático, Controle Elétrico, Salto, Vôo, etc.) e o sol (Raio, Controle de Luz, Controle de Elemento: Fogo, etc.).

Guan Yu

Guan Yu foi um famoso herói e general chinês que serviu a Liu Bei durante a época dos Três Reinos. Famoso por sua honra e senso de justiça, Guan é um Scion que conseguiu alcançar a divindade e, mais tarde, o título de Imperador de Jade. Isso faz dele o mais novo deus a conseguir o posto, tendo iniciado seu reino alguns anos após a Segunda Guerra Mundial.

Guan Yu é um deus justo e estrategicamente capaz, um grande líder que conseguiu reorganizar a Burocracia Celestial, recuperando o poder e a importância do panteão apesar de todas as facções e disputas internas. Seus métodos nem sempre são diplomáticos, mas funcionam. Mesmo não sendo um dos deuses mais fortes do panteão, por diversas vezes ele já puniu divindades desobedientes com surras memoráveis.

Tanto nas suas identidades mortais quanto na sua forma divina, Guan Yu tem o rosto vermelho e possui uma barba longa. Quando na sua forma verdadeira ele ainda carrega sua guan dao (uma arma similar a uma alabarda grande), chamada ‘Lâmina Crescente do Dragão Verde’. No pouco tempo livre que consegue ter no nosso mundo, ele já foi um policial em Hong Kong e um membro da Tríade em Macau.

Seus filhos herdam a resistência física do pai (Constituição elevada). Eles costumam seguir carreiras onde precisam conhecer bem a legislação (Conhecimentos: Educação Cívica), seja trabalhando ao lado da lei como advogados ou oficiais de justiça (Diplomacia, Investigar, Procurar), seja como mafiosos (Blefar, Intimidar, Furtividade). Eles são guerreiros habilidosos e sua perícia alcança um grau sobrenatural (Escudo, Golpe, Proteção, Raio). Os que usam suas habilidades para assegurar o cumprimento das leis se tornam capazes de perceber mentiras e descobrir a verdade (Super-Sentidos, Leitura Mental, PES, etc.).

Guanyin

Guanyin é uma das deuses mais adoradas no panteão e a principal defensora do Budismo. Nascida numa família rica e nobre, Guanyin desejava entrar num monastério e adotar uma vida religiosa. Ela passou anos sofrendo nas mãos do pai, que desejava casar a garota com alguma outra família rica. Sua dedicação aos outros, compaixão e caridade acabaram por vencer a determinação do seu pai e, anos mais tarde, permitir que ela se tornasse uma deusa.

Guanyin assume papéis no nosso mundo onde possa ajudar a aliviar o sofrimento dos outros. Ela já foi uma enfermeira, uma diretora de orfanato e assistente do diretor da UNICEF. Ao contrário da maioria dos outros deuses, que evitam se envolver em eventos de grande escala por medo de se terem seu destino unido ao das pessoas afetadas, Guanyin usa de seus poderes para amenizar o sofrimento das vítimas dos diversos desastres causados pelo retorno dos titãs. Mesmo sabendo dos riscos a compaixão da deusa a faz agir assim.

Seus filhos costumam ser agentes da ordem num mundo de caos. Astúcia e bom-senso são suas ferramentas para enfrentar as dificuldades encontradas (Inteligência e Sabedoria elevados). Eles costumam seguir carreiras que permitam ajudar pessoas em necessidade. Eles se tornam médicos em áreas em guerra (Conhecimentos, Medicina, Sobrevivência, etc.), políticos honestos em governos corruptos (Conhecimentos: Educação Cívica, Intuir Intenção, etc.) e assistentes sociais em bairros pobres (Conhecimentos: Ciências Comportamentais, Cultura Popular, Diplomacia, etc.). Eles desenvolvem dons que permitem entender, proteger e cuidar dos outros (Campo de Força, Compreender, Comunicação, Cura, Fortalecer Característica, etc.).

Houyi

O marido de Chang´e, Houyi foi um herói da China antiga que acabou por se tornar um tirano ao alcançar o poder. Morto por um discípulo que invejava sua habilidade com o arco, Houyi ofereceu seus serviços ao Burocracia Celestial em troca do perdão de seus erros. Devido aos resultados alcançados enquanto agente da Burocracia, as lendas do seu tempo como herói no nosso mundo (que se tornaram mais famosas que as histórias sobre seu tempo como tirano) e sua habilidade com o arco, Houyi conseguiu o cargo de deus da Arquearia. Sua personalidade ambiciosa e sua habilidade em criar intrigas dentro da Burocracia (algo aprendido no seu tempo como imperador) permitiram ao arqueiro subir cada vez mais na hierarquia, alcançando o posto de novo deus do Sol.

A Burocracia emprega Houyi (e seus filhos) em situações onde uma ação rápida e decisiva é necessária. Entretanto, os outros deuses sempre tomam cuidado com a quantidade de poder acumulada por Houyi, pois todos sabem que ele gostaria de se tornar o novo Imperador de Jade.

No nosso mundo Houyi já foi um caçador de safári, um campeão olímpico de arco e um caçador de recompensas. Ele gosta de estar em situações onde possa demonstrar suas habilidades e sempre mantém uma atitude de superioridade.

Seus filhos herdam sua destreza manual (Destreza elevada) e sua atitude difícil. Eles costumam trabalhar em atividades mal vistas pelos outros, apesar de não necessariamente ilegais. Vários são funcionários do governo de agências envolvidas em atos inconstitucionais ou se tornam mercenários em guerras de países em constante conflito (Furtividade, Intimidar, Obter Informação, Procurar, Sobrevivência, etc.). Eles desenvolvem dons sobrenaturais ligados ao aspecto de deus Sol e da Arquearia (Controle de Luz, Ilusão, Invisibilidade, Raio, etc.).

Huang Di

O Imperador Amarelo, Huang Di foi um dos primeiros e mais lendários imperadores na China. Após sua ascensão a Burocracia Celestial, o Imperador Amarelo assumiu o papel de conselheiro do Imperador de Jade. Esse cargo foi definido pelo próprio Huang Di e aceito pelos outros membros do panteão devido a sabedoria da nova divindade. Entretanto, sua insistência em ser ouvido e seu costume de opinar sobre qualquer situação muitas vezes o tornam irritante.

Para melhor aproveitar as habilidades da divindade (e dar alguns momentos de paz ao Imperador), Huang Di costuma ser utilizado como embaixador quando a Burocracia precisa negociar com outros panteões.

Huang Di não assume identidades fixas no nosso mundo. Em vez disso, ele usa de seus poderes para criar falsas identidades temporárias, a maioria sem nomes, que utiliza para se misturar as pessoas no poder e influenciar nas decisões.

Seus filhos herdam sua inteligência e sua simpatia (Inteligência e Carisma elevados). Eles demonstram a mesma personalidade agitada e cativante, se tornando líderes com facilidade. Eles costumam seguir carreiras governamentais ou em grandes corporações, onde podem demonstrar seus dons como administradores (Conhecimentos: Educação Cívica, Negócios, Diplomacia, Blefar, etc.). Eles desenvolvem dons para ajudar a entender e convencer os outros de suas idéias (Comunicação, Compreender, Leitura Mental, Telepatia, Super-Sentidos, etc.).

Nezha

Nezha era um semi-deus arrogante e impulsivo que desrespeitou o Imperador da Jade e recebeu a ordem de se suicidar. Apesar de sua atitude desafiadora, Nezha cumpriu a ordem. Sua história poderia se encerrar ali, se não houvesse sido profetizado que ele teria um papel importante nos futuros conflitos do panteão. Foi por isso que um antigo mentor seu, Taiyi Zhenren, empreendeu uma grande jornada para ressuscitar seu pupilo.

De volta à vida, Nezha provou sua lealdade ao panteão cumprindo seu papel durante a guerra civil que dividiu a Burocracia Celestial. Lutando ao lado dos futuros vencedores, Nezha recebeu a permissão de continuar vivo após o fim da guerra e retornar ao seu antigo cargo de deus das Mentiras e Trapaças.

Nezha sempre assume a aparência de um jovem de dezesseis ou dezessete anos, seja na sua forma verdadeira ou quando no nosso mundo. No nosso mundo ele já foi um soldado que desrespeitava ordens, um artista marcial arrogante e um bombeiro novato.

Os filhos de Nezha nascem de suas passagens intempestivas por nosso mundo, sem qualquer planejamento. Ainda assim, Nezha é um pai que se preocupa com seus filhos e garante que eles tenham a melhor criação possível. Sua crença que a personalidade de alguém é moldada pelos desafios enfrentados garante que a vida de seus Scions sejam sempre agitadas. Eles são fortes e ágeis como o pai (Força e Destreza elevados) e demonstram aptidão para atividades físicas em geral (Escalar, Natação, Ofícios, Performance, Sobrevivência). Como seu pai, eles costumam se tornar guerreiros sobrenaturalmente habilidosos (Escudo, Golpe, Proteção, Raio, etc.).

Nüwa

A espoda de Fuxi e uma das primeiras divindades do panteão, Nüwa é conhecida por seu papel na criação da humanidade e por consertar os céus, depois que a luta entre duas divindades destruiu um dos pilares de sustentação do céu (o que provocou uma série de enchentes que quase destruíram o mundo dos mortais).

Nüwa é a deusa da fertilidade, dos limites e fronteiras e a primeira deusa da lua. Sua forma original é de um dragão com a cabeça de uma mulher. No nosso mundo ela costuma assumir a forma de uma senhora de idade, que evita chamar a atenção mas está sempre dando conselhos. Ela prefere influenciar a humanidade de maneira indireta, direcionando pessoas que considera importantes. Ela já foi a esposa de um fazendeiro, uma engenheira civil especializada em barragens e uma velhinha vendendo peixe num sampan (barquinhos chineses tradicionais).

Seus filhos herdam sua inteligência e sua resistência (Inteligência e Constituição elevadas). Eles são bons construtores, sejam projetos complexos ou pequenas obras de arte feitas à mão (Conhecimentos, Ofícios, Performance, Profissão). As habilidades sobrenaturais costumam estar relacionados à agua (Controle de Elemento, Forma Alternativa, Natação, Super-Movimento, etc) e impor limites (Campo de Força, Criar Objeto, Paralizar, etc.). Ocasionalmente, poderes ligados à lua são demonstrados (Camuflagem, Controle de Escuridão, Controle de Gravidade, etc.).

Shennong

Shennong é o deus da agricultura, medicina e acupuntura. Sua lenda mais famosa é como ele viajou pelo mundo, se alimentando de todas as plantas que existem e registrando seus efeitos. No panteão seu papel principal é de Grande Fazendeiro e ele dedica a maior parte do seu tempo ao desenvolvimento e disseminação de novas técnicas de agricultura.

Shennong viaja pelo mundo espalhando seu conhecimento e buscando a melhoria de qualidade de vida de todos os povos. Isso irrita uma boa parcela dos deuses do panteão, que consideram que os esforços da divindade deveriam se concentrar unicamente no território chinês. No nosso mundo a divindade já foi um eremita, um grande agricultor e pesquisador de novos remédios.

Seus filhos herdam a mente poderosa do pai (Inteligência e Sabedoria elevados). A maioria segue carreiras na área médica ou agrícola (Conhecimentos, Medicina, Profissão, etc.). Alguns escolhem se aventurar em locais isolados ou inóspitos para ajudar comunidades desamparadas, aprendendo a viver nesses locais (Furtividade, Procurar, Sobrevivência, etc.). Eles demonstram dons para curar corpos feridos (Cura, Regeneração, etc.) e manipular plantas (Armadilha, Controle de Plantas, Controle Vital, Invocar Capanga, etc.).

Sun Wukong

Famoso por seu papel na ‘Jornada para o Oeste’ (conto que influenciou diversas outras histórias, Dragon Ball sendo uma das mais conhecidas), o Belo Rei Macaco nasceu como uma cria dos Titãs. Preso e obrigado a servir os deuses para se redimir, Sun Wukong acabou por se tornar leal ao panteão e ao mundo que os Titãs desejam destruir. Seu cargo de divindade no panteão não foi ganho sem muitos protestos, mas sua habilidade marcial, resilência e astúcia permitiram que ele sobrevivesse a todas as dificuldades impostas pelos outros deuses. Atualmente, ele é uma das divindades que mais valorizam a Burocracia e seu papel na proteção do mundo, mesmo que ocasionalmente suas brincadeiras e falta de cortesia deixem outros deuses furiosos.

No nosso mundo ele assume papéis passageiros que duram menos de um dia. Ele gosta de visitar o mundo dos mortais para se divertir na forma de homens orgulhosos, festivos e com um dom para criar confusões. Seus filhos podem passar a vida toda sem serem descobertos pela divindade, pois ele nunca se preocupa em verificar se gerou filhos em alguma de suas festas. Por isso outros deuses estão acostumadoa a alertar Sun Wukong sempre que esbarram num dos filhos ainda não reconhecidos do Rei Macaco.

Seus filhos são habilidosos em combate como o pai (Força e Destreza elevadas). Eles estão sempre se metendo em problemas, por isso acabam por aprender como escapar de situações ruins (Blefar, Escalar, Desarmar Dispositivo, Furtividade, Sobrevivência). A perícia marcial do pai se reflete em dons sobrenaturais e na capacidade de sobreviver mesmo a grandes adversidades (Escudo, Golpe, Imunidade, Proteção, Raio, etc.). Eles também possuem uma ligação sobrenatural com os macacos, devido a natureza de Sun Wukong (Forma Alternativa, Invocar Capanga, Metamorfose, etc.).

Xiwangmu

A deusa dos desastres, cataclismas, da vingança divina e no equilíbrio divino (obtido através da garantia que todos os atos praticados receberação a benção ou punição adequada). A variedade de aspectos está relacionada com a evolução da própria deusa, que de uma divindade vingativa, destruidora e incontrolável, acabou por se tornar uma burocrata elegante e culta com o passar dos séculos. Esse aprimoramento pessoal não impede que Xiwangmu ainda demonstre sua fúria quando necessário, especialmente quando aplicando a punição divina em nome da Burocracia Celestial.

Ela já foi uma domadora de animais, vidente e agente secreta no nosso mundo. Sua presença garante fortuna ou desastre para aqueles que se aproximam dela, sendo que todos são julgados unicamente de acordo com seus atos, sem considerações de parentesco (o que faz com que seus Scions evitem contato com a mãe até se redimirem de alguma falha pendente).

Seus filhos herdam o vigor físico da divindade (Constituição elevada). Eles seguem carreiras onde possam aplicar julgamentos. Apesar disso muitas vezes direcionar estes Scions para carreiras como advogados e juízes (Conhecimento Educação Cívica, Blefe, Diplomacia, etc.), alguns escolhem se tornar exorcistas e estudantes do arcano (Conhecimento Arcano, Investigação, etc.), como forma de enfrentar criaturas que não podem ser julgados pelas leis humanas. Seus dons reforçam seu papel como juízes e executores (Golpe, Proteção, Raio, Super-Movimento). Muitos aprendem magia com sua mãe ou os servos dela, se tornando feiticeiros capazes (Magia).

Yanluo

O deus dos mortos do panteão, Yanluo aceitou seu cargo movido por sua compaixão. Budista, ele tenta ajudar os espíritos dos mortos a corrigirem suas falhas e pagarem seus pecados. Um homem gordo e de barba longa, costuma usar uma coroa indicando seu cargo como rei do mundo dos mortos chinês.

O trabalho de tentar guiar tantas almas para que possam se redimir acaba consumindo muito tempo de Yanluo, o que o impede de visitar com frequência nosso mundo. Entretanto, a Burocracia costuma afastar Yanluo de seu posto de tempos em tempos devido ao excesso de compaixão que ele demonstra para com os mortos. A divindade fica anos afastado de seu cargo, viajando no nosso mundo e ajudando os mortais a se tornarem pessoas melhores. Seus filhos costumam nascer durante esse tempo. Durante esses períodos de exílio, Yanluo já foi um monge budista, um detetive de homicídios e um psiquiatra prisional.

Seus filhos seguem profissões que os permitam lidar com mortos ou ajudar os vivos. Eles demonstram o bom-senso do pai (Sabedoria elevada). Muitos se tornam sacerdotes (Conhecimento Teologia e filosofia, Diplomacia, Profissão, etc.) ou patologistas (Conhecimento Ciências Biológicas, Medicina, Procurar, etc.). Eles desenvolvem o controle das sombras (Controle da Esucridão, Intangibilidade, Invocar Capanga, etc.) e da morte (Controle Vital, Cura, Drenar Característica, etc.).

E agora faltam só os deuses indianos para acabar essa adaptação.

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