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Iniciativa M&M: Scion, deuses indianos (parte 1)

02/12/2009

E chegou a vez do último panteão, os deuses indianos. Como são de novo doze deuses, vou dividir em duas partes. Quando terminar vou ter feito a adaptação dos panteões de Scion e devo fazer um pdf juntando tudo num único lugar, pra facilitar o trabalho de quem quiser fazer consulta.

O panteão indiano, cujos deuses se auto-intitulam Devas, é um dos mais antigos panteões existentes, sendo anterior ao panteão grego e egípcio. Apesar de sua idade ele também é o panteão com o maior número de adoradores e divindades na atualidade, ultrapassando até mesmo a Burocracia Celestial e os Loa. Isto porque o panteão é formado por deuses de dezenas de seitas diferentes, acumulados ao longo de milhares de anos e num processo constante de renovação.

Devas nascem, morrem e renascem, scions são elevados ao papel de divindades, Asuras (crias dos Titãs inimigas do panteão) destroem deuses novos e antigos que logo são substituídos por outros. Essa movimentação constante mantém o essencial do panteão, a crença num ciclo eterno de vida, morte e renovação. Isso influencia sua atitude quanto à guerra contra os Titãs: ela é eterna. Nenhum dos dois lados irá alcançar uma vitória permanente, pois o equilíbrio sempre acaba por ser alcançado. Os deuses podem morrer e os Titãs podem morrer, mas a guerra sempre vai continuar a existir de outra forma.

Essa atitude quanto à guerra está ligada a Vritra, o maior inimigo do panteão e um Titã que nunca foi preso. O ser primordial representa o aspecto da Seca, seja na forma concreta da falta de água ou a fome provocada pela destruição das lavouras, até a falta da coragem necessária para viver de forma honrada. O Titã e o panteão combatem desde o início dos tempos, com vitórias passageiras para os dois lados. O panteão já foi quase extinto diversas vezes, tantas quantas às vezes que Vritra parecia ter sido vencido. A última vitória foi do panteão, quando Indra venceu a criatura e permitiu que os deuses vivessem um período de paz durante alguns séculos. Vritra renasceu depois do reinício da guerra contra os Titãs, o que reiniciou o conflito com o panteão.

E essa não foi a primeira vez que Vritra renasceu. Isso já aconteceu diversas vezes ao longo da história do panteão. Por isso, os Devas já aceitaram que eles nunca vencerão completamente o Titã. Também por isso libertação dos outros Titãs não é vista pelo panteão como o início do fim do mundo (como visto pelos deuses nórdicos), mas como o fim do ciclo atual e o início de mais um ciclo para os mundos. Talvez o mundo dos mortais e dos deuses sejam destruídos, talvez os panteões sejam extintos, talvez os Titãs sejam derrotados. Mas o conflito vai continuar de alguma forma, para sempre.

Para os Devas, o mundo passa pelos últimos momentos do Kali Yuga, a ‘Era do Vício’. A humanidade vai se degenerar cada vez mais e abandonar os deuses. As civilizações vão ruir. E então o ciclo se reiniciará, com uma nova era de maravilhas onde a humanidade atingirá novamente seu ápice e os deuses governarão o mundo.

O panteão valoriza atitudes que demonstrem adoração divina e permitam a libertação do samsara, o ciclo de vida, morte e renascimento ao qual todos os seres estão presos. Por isso os Devas premiam aqueles que adotam as práticas consideradas iluminadas em sua religião, o que motiva seus seguidores a continuarem fiéis e fortalece seus Scions. Entretanto, a devoção dos Devas a essas práticas também obriga que eles premiem mesmo os seus inimigos, caso eles as adotem. Isso faz com que muitos Asuras tenham dons recebidos dos deuses devido a sua falsa devoção, mesmo que o panteão saiba que as criaturas usarão deles para ajudar os Titãs.

A visão do panteão quanto à guerra e sua atitude de premiar até crias de Titãs gera atritos constantes com outros panteões. O tamanho e a força dos Devas impedem um conflito aberto, mas discussões acaloradas e dispustas com outros panteões são comuns.

Agni

O deus do Fogo Sagrado, Agni é o mensageiro responsável por trazer as preces dos mortais até as divindades e transmitir as mensagens do panteão para os seus seguidores. Na sua forma verdadeira a divindade possui pele vermelha e duas cabeças cercadas por sete chamas. Sua forma é igualmente assustadora e capaz de inspirar, de acordo com o desejo do deus.

Com a guerra contra os Titãs reiniciada, Agni tem dificuldades em permanecer muito tempo num único lugar. Ele precisa viajar constantemente para trocar informações entre o panteão e seus agentes, assim como servir de embaixador nos outros panteões. Nos seus poucos momentos livres no nosso mundo, ele já foi um piloto de caças, um mensageiro ciclista em Wall Street e um oficial de comunicações num submarino nuclear.

Seus filhos herdam as habilidades do pai em facilitar a comunicação (Destreza e Carisma elevados). Muitos seguem carreiras onde a habilidade de comunicação seja importante, como palestrantes motivacionais ou vendedores (Diplomacia, Blefe, Idiomas, alguns Conhecimentos para ajudar a fundamentar seus argumentos, etc.). Eles dominam o fogo (Controle de Elemento: Fogo, Controle de Fogo Infernal, Imunidade: Fogo, etc.), a capacidade de se viajar rapidamente (Super-Movimento, Super-Velocidade, Velocidade, Vôo, etc.) e o dom das línguas (Comunicação, Compreender, etc.).

Brahma

Um dos três deuses criadores do panteão, Brahma faz o papel de criador, enquanto Vishnu é o protetor e Kali é a destruidora. Apesar de ser parte do trio fundamental do panteão, Brahma não possui um grande número de seguidores. Muitos religiosos consideram (erroneamente) que o trabalho de Brahma já foi completo, pois o mundo já foi criado. Já os verdadeiros seguidores do deus entendem que a criação, manutenção, destruição e renascimento são um ciclo contínuo e por isso o trabalho de Brahma nunca se encerra. Em sua forma verdadeira, a divindade possui uma pele vermelha e quatro faces distribuídas de forma a enxergar em todas as direções ao mesmo tempo. Ele possui também quatro braços, que seguram um arco, textos religiosos, um cetro e um pote com água.

Nos dias atuais, ele passa a maior parte do seu tempo criando novos deuses para o panteão no mundo dos deuses. Quando visita nosso mundo, ele costuma assumir papéis de pessoas comuns fazendo coisas rotineiras. Ele pode se tornar um fazendeiro arando a terra, um vendedor numa barraquinha num festival e uma pessoa qualquer alimentando os pombos numa praça.

Seus Scions são instropectivos como o pai, herdando sua capacidade criadora (Inteligência elevada). Eles costumam ter vidas comuns como artistas pouco reconhecidos (apesar de talentosos). Mesmo os que adquirem fama com seus trabalhos preferem viver isolados do resto do mundo (Conhecimento Arte, Perfomance, Ofícios, etc.). Os dons divinos herdados do pai imitam sua capacidade de criação (Animar Objetos, Criar Objeto, Ilusão, Imitação de Objetos, etc.), sendo que os esses Scions gostam de usar seus poderes para moldar o ambiente à sua volta, alterando o mundo para uma forma que eles consideram mais perfeita.

Ganesha

O deus da sabedoria e da boa sorte, Ganesha é a divindade mais popular do panteão. Na sua forma verdadeira a divindade possui o corpo de um humano fortes e coberto de cicatrizes, com quatro braços e a cabeça de um elefante. As cicatrizes são fruto de seus diversos combates com outros deuses e demônios (ele quebrou uma das presas numa briga com o pai), apesar de Ganesha não ser particularmente violento. Mais do que uma resistência sobrenatural, é sua inteligência superior que o permitiu vencer tantos desafios. Ela também faz dele uma divindade que tanto os outros deuses quanto os mortais recorrem quando precisam de conselhos.

Ganesha ama o mundo mortal e passa todo tempo que pode nele. Por ser um deus tão popular, diversos festivais em seu nome são comemorados ao longo do ano. Ele participa de todos que puder. No nosso mundo ele já foi um professor universitário, um especialista em demolições e um psicólogo.

Seus filhos demonstram a mesma mente superior do pai (Inteligência e Sabedoria elevadas). Alguns se dedicam a vida acadêmica, se tornando professores e pesquisadores (Conhecimentos, Investigação, Profissão, etc.). Outros herdam a sorte incrível do pai, se tornando apostadores profissionais (Conhecimento Atualidades, Conhecimento Cultura Popular, Intuir Intenção, Obter Informação, etc.). Independente de qual caminho eles escolham seguir, os Scions de Ganesha demonstram o controle sobre os elementos naturais (Controle Ambiental, Controle de Elemento, etc.) e sorte surpreendente (Controle de Sorte). O conhecimento da magia também é algo partilhado pela divindade com seus filhos (Magia).

Indra

O antigo rei dos Devas, o deus da guerra e do tempo, Indra foi durante séculos o deus mais poderoso do panteão. O maior adversário do Titã Vritra, Indra derrotou a criatura em combate alguns séculos atrás. Apesar dos filhos do Titã terem permanecido nesse mundo e continuando a causar problemas para os Devas, Indra não teve nenhum adversário verdadeiro nos últimos séculos. Seu tempo era gasto supervisionando o tempo (o que ele acabava por deixar para seus subalternos, algumas dezenas semi-deuses menores) e se divertindo em atitudes prazerosas e decadentes, que afastavam sua mente e seu corpo do guerreiro perfeito que ele costuma ser. Esse tempo sem verdadeiras batalhas o enfraqueceu e permitiu que ele perdesse seu posto.

Com o reinício dos conflitos com Vritra os Devas estão tentando trazer Indra novamente para o campo de batalha, mas o deus sabe que ainda não está pronto para enfrentar Vritra. Se ele quer ser capaz de vencer seu antigo inimigo, ele precisa voltar a ser o maior guerreiro dos Devas. Ele passa muito tempo no nosso mundo se envolvendo com os diversos tipos de conflitos atuais, seja como um soldado no meio de um território em guerra ou um homem de negócios nos mercados mais competitivos. Durante esses períodos ele acaba por gerar novos Scions, que aos poucos formam um novo exército para seu pai.

Seus filhos herdam a perfeição física que o pai possuía nos seus tempos áureos (Força e Constituição elevados). Assim como o pai, eles desejam ser reconhecidos por sua excelência. Isso acaba por formar pessoas muito diferentes. Os que preferem conseguir fama de uma forma mais civilizada, se tornam empresários e CEOs de grandes empresas (Blefar, Conhecimento Negócios, Diplomacia, etc.). Os que herdam mais do ego do pai não se importam de conseguir fama através de carreiras ilegais, como lutas de rua e rachas (Acrobacia, Dirigir, Intimidar, etc.). A maioria deles herdam o controle sobre o clima (Controle Ambiental, Controle Climático, Controle de Frio, etc.) do pai. São raros os que herdam a antiga perícia paterna no combate (Deflexão, Escudo, Golpe, Proteção).

Kali

A deusa que representa a morte e a aniquilação, a aparência de Kali é assustadora mesmo para os padrões dos Devas. Ela possui três olhos, quatro braços sempre empunhando armas e mantém seu corpo semi-nu, vestindo um cinto feito de cabeças humanas entrelaçadas e um colar feito de caveiras. Kali representa o fim que permite o recomeço, ela é a destruição personificada e isso assusta até os outros deuses. E por isso eles respiram aliviados sempre que ela resolve passar algum tempo no nosso mundo.

Entre os mortais, Kali gosta de assumir papéis onde possa provocar a destruição que gera a mudança. Ela gosta de se envolver em guerras civis e rebeliões, desde que elas possam trazer uma mudança para a situação vigente. Ela já foi uma especialista em demolição, uma criança-soldado na África e uma das primeiras a sugir com uma picareta durante a queda do Muro de Berlin.

Seus filhos herdam o mesmo papel no processo da mudança, sendo os primeiros a derrubar e destruir o que existe para que algo novo possa surgir. A preocupação com a própria segurança é algo de pouco valor para eles e muitos são impulsivos e viciados em adrenalina. Sua aparência e força são impressionante, mesmo que não sejam belos (Força e Carisma elevados). Eles se tornam guerrilheiros idealistas (Conhecimento História, Desarmar Dispositivo, Furtividade, Sobrevivência, etc.) e líderes em movimentos de estilo de vida alternativos (Conhecimento Atualidades, Diplomacia, Performance, Sobrevivência, etc.). Eles demonstram o controle da mãe sobre a morte e a aniquilação (Corrosão, Desintegração, Drenar Característica, Fadiga, etc.).

Lakshmi

A esposa de Vishnu, Lakshmi é uma deusa da boa fortuna e da beleza. Nascida duas vezes, a primeira como parte das águas primordiais e amaldiçoada pelo pai, a divindade escolheu renascer no nosso mundo através de uma flor de lótus. Foi após esse renascimento que ela conheceu Vishnu e desde então, sempre que um deles renasce no nosso mundo para cumprir algum papel entre os mortais, o outro o segue assumindo também uma identidade mortal.

O que não deve ser confundido com subserviência. Lakshmi sempre se mostrou mais apta a viver no nosso mundo e ter mais facilidade em executar suas funções entre os mortais. E ela sempre se mantém bela em qualquer que seja sua identidade, da mais poderosa a mais simples. Ela já trabalhou como apresentadora de programas de televisão e já foi uma herdeira de uma grande fortuna que escolheu dedicar sua vida a administrar diversas instituições de caridade.

Seus Scions são raros. Os poucos que existem, demonstram a beleza da mãe (Carisma elevado e várias graduações em Atraente). Eles são tão caridosos quanto a mãe, assumindo profissões que os permitam ajudar os outros (Idiomas, Medicina, Profissão, etc.). Eles demonstram a capacidade sobrenatural de distribuir boa fortuna e beleza para os outros (Controle de Sorte, Criar Objeto, Cura, Fortalecer Característica, Transformação, etc.).

E agora faltam só mais seis para terminar isso. Quase no fim.

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One Comment leave one →
  1. Arquimago permalink
    08/12/2009 9:41 am

    Estou virando seu fã! Um PDF com tudo junto! Muito bom!!!

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