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Duas Skill Challenges prontas

08/12/2009

Resolvi mostrar duas skill challenges que usei na sessão de sexta de Dragonlance 4e. Já pode ajudar algum mestre iniciante e mostra pros meus jogadores como foram resolvidas alguma das situações.

As duas ocorreram durante uma invasão a uma cidade. Os personagens faziam parte do exército invasor e precisavam completar certas tarefas para garantir a vitória na batalha.

A primeira tarefa foi invadir o porto e destruir os barcos dali. O exército local estava usando dos barcos para retirar as riquezas da cidade antes que fosse tomada. Os personagens precisavam destruir esses navios de carga para evitar que fossem usados. O ambiente era de caos durante a invasão, com os soldados locais usando as pessoas da cidade como escravos (que estavam em pânico e tentando escapar) e o barulho de batalha ao fundo.

Mecanicamente, ficou assim:

Skill Challenge complexidade 4

Athletics (difícil): Um personagem acerta um fogo grego numa das estruturas principais do barco (velas, interior das cabines, etc.). O barco pega chamas e não pode mais navegar;
Thievery ou Dungeoneering (médio): O personagem percebe uma falha na estrutura da construção dos barcos, em diversos pontos as velas são presas por menos cordas do que deveriam e os mastros são menores do que deveriam ser. Isso dá um bônus de +2 em todos os testes seguintes para incendiar os barcos e conta como um único sucesso;
Acrobacy (difícil): o personagem corta parte das cordas que prendem os barcos menores, os fazendo colidirem com um barco maior. Isso cria um furo num dos barcos, fazendo ele começar a afundar. Pode ser feito duas vezes.

Secundário (não soma sucessos):
Athletics (médio): O personagem acerta um dos fogos gregos no interior do barco, mas não nas velas. Outros fogos gregos nesse barco recebem um bônus de +2 nos testes. Pode ser repetido até duas vezes por barco;
Perception (fácil): Uma das carroças que está sendo levada para dentro de um barco está cheio de tonéis de óleo usados para iluminação. Um fogo grego ali causaria uma explosão que destruiria o navio inteiro. Isso diminui a dificuldade para destruir UM dos navios para fácil.
Diplomacia ou Blefar (difícil): Um personagem convence os escravos a se rebelarem e lutarem contra os soldados locais. Diminui em quatro a taxa de renovação de soldados.
Qualquer ataque de fogo: Soma +2 nos testes para incendiar um barco. Pode ser feito uma vez por barco.

Em caso de falhas, os minotauros conseguem escapar com seus barcos e grande parte das riquezas da cidade. O tesouro final dos personagens é diminuído à metade (de 1800 po cai para 900 po) e a vitória no fim do dia não é completa, pois a cidade perdeu muito das suas riquezas.

Além do SC, os personagens precisavam lidar com o exército local, que estava tentando proteger o barco. Logo que eles chegaram ao porto haviam dez soldados (minions) no local e a cada duas rodadas mais oito soldados (minions) chegavam ao porto. Isso obrigava os personagens a se dividirem entre lutar e fazer os testes, dando um caráter de emergência para a situação (quanto mais tempo eles passavam ali, mais soldados chegavam).

Em jogo, funcionou assim:

Os personagens que foram até o porto eram um guerreiro, um arqueiro bardo e um feiticeiro. Logo que o combate começou, eles tentaram se concentrar primeiro nos minions em vez de se dividirem. Considerando que os personagens possuíam uma percepção alta, repassei a dica que eles notavam que mais soldados se aproximando a distância e que pela quantidade que eles teriam que enfrentar, os barcos iriam partir antes que eles conseguissem vencer. Foi então que o feiticeiro resolveu ir destruir o barco e os outros dois ficaram no combate.

O combate foi bem dentro da expectativa. O guerreiro funcionou como parede (e como o jogador construiu o personagem para ser um defender de verdade, segurando todo mundo que puder) ele logo estava sobre uma pilha de corpos de soldados. O arqueiro ficava mais para trás, dando apoio quando necessário com seus poderes de bardo e derrubando quem se aproximava dele com as flechas.

Já o feiticeiro foi o que me obrigou a mudar um pouco o plano. Em vez de usar os fogos gregos que eu tinha entregue ao grupo, ele preferiu ficar utilizando de seus ataques para tentar destruir os barcos. Como percebi que isso era mais divertido para o jogador, permiti. Estabeleci um certo parâmetro de dano que ele deveria alcançar por ataque e que me escapa agora para que cada um fosse considerado um sucesso. Depois o arqueiro resolveu ajudar também, arremessando os fogos gregos.

Os personagens usaram o teste de Dungeoneering e de Perception. O teste de Diplomacy para fazer os escravos lutarem não foi utilizado, mas o guerreiro resolveu intimidar o exército inimigo durante o combate e como a interpretação foi boa, permiti que ele conseguisse o mesmo resultado que o teste de Diplomacy teria conseguido (diminuir o número de inimigos que se aproximam).

Já o segundo SC foi a tentativa dos personagens em invadirem a parte central da cidade, que era protegida por uma muralha e arqueiros. O exército dos personagens tentou invadir o local atacando os portões do local e usando escadas para subir até o topo das muralhas. Lá em cima existiam mecânismos que permitiam abrir os portões (a tradicional alavanca em forma de ‘roda’). Enquanto isso, arqueiros do exército inimigo se mantinham atirando contra os invasores.

Skill Challenge complexidade 2

Força (Difícil) ou Thievery (médio): O personagem começa a girar a roda que prende as portas. É um sistema complexo de alavancas que pode ser forçado (Força) ou operado com cuidado (Thievery). Cada sucesso nesse teste conta como dois sucessos;
Dungeoneering (difícil): O personagem direciona as tropas para que ataquem uma das dobradiças das portas, facilitando a abertura. Até dois sucessos podem ser conseguidos dessa forma.
Diplomacy (difícil): O personagem comanda as tropas para que ataquem em conjunto contra uma das portas.

Secundário (não adiciona sucessos):
Athletics (médio): O personagem consegue subir numa das escadas até o topo da muralha. A partir dali, ele pode tentar alcançar um dos mecânismos que abre as portas.
History (fácil): O personagem lembra de como Palanthas, na época onde só havia a cidade velha, foi invadida se aproveitando de uma falha na construção de um dos portões, que possuía portas mais finas devido a instabilidade do terreno. Ele desvia parte das tropas para lá. Torna o teste de Dungeoneering ou Diplomacy para atacar as portas de difícil para médio.
Ataque ranged (CA 15) ou Intimidar (médio): O personagem desvia a atenção dos arqueiros de um personagem que esteja tentando abrir as portas. Bônus de +2 nos testes do outro personagem e ele não é atacado naquela rodada, o bônus nunca sobe mas pode ser mantido enquanto o personagem mantiver os ataques.

Personagens em volta das muralhas tentando abrir os portões sofrem um ataque por rodada dos arqueiros. Personagens no topo das muralhas sofrem dois.

Flechas +16, Dano 1d8 +5.

Enquanto os personagens continuarem a falhar nos testes, as portas não abrem e os ataques continuam. Se os personagens acumularem seis falhas, as tropas conseguem invadir a cidade velha perdendo muitos soldados e permitindo que o exército lá dentro se organize melhor. Na batalha seguinte, inclua dois warriors junto do general inimigo.

Em jogo foi assim:
Esse foi o SC que mais funcionou dentro do esperado. Inicialmente parte dos personagens começaram a direcionar as tropas para que se concentrassem num portão. Depois, resolveram tentar subir nas muralhas e mover as alavancas. O defender do grupo subiu primeiro e usou do seu escudo para proteger os outros dois personagens que subiram depois. Então o grupo se dividiu na tarefa de tentar acionar a alavanca que abria os portões e proteger os outros. Eles conseguiram ser bem sucedidos rapidamente porque trabalharam muito bem em conjunto nessa situação.

Os dois funcionaram bem, apesar do segundo ter sido melhor que o primeiro. Ler o DMG2 acabou ajudando nesse sentido e me mostrou algumas formas diferentes de fazer as coisas (como valorizar alguns cursos de ação dando sucessos extras, incluir a possibilidade de sucessos através de outras coisas além de testes de perícias, etc.).

Vamos ver se nos próximos eu consigo incluir alguns diferentes. Estou querendo incluir um de Diplomacia numa próxima sessão, vamos ver o que vai sair.

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2 Comentários leave one →
  1. JOrge permalink
    08/12/2009 12:47 pm

    César os jogadores tinham um tempo deterinado para conseguir realizar as SC? Ex: Devem conseguir incendiar os barcos em até 10 turnos, caso não consigam os inimigos fogem.

    • 08/12/2009 12:57 pm

      Na verdade eu estava fazendo por número de falhas. Se vocês alcançassem o número máximo de falhas, os barcos partiam. Isso porque o fator tempo já estava coberto pelos soldados atacando. Que eu lembre tiveram duas falhas (das três possíveis), então os barcos quase escaparam.

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