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Iniciativa M&M: Portões do Céu (Dragon Fist)

13/04/2010

No período dos Sete Reinos em Tianguo vivia um mercenário chamado Song Wei. Sua habilidade com o arco era inigualável, o que fazia com que vários patronos disputassem pelo direito de usar de seus serviços. Ele possuía terras, dinheiro e fama. Todo e qualquer vício estava ao seu alcance e ninguém desejava contrariar um homem tão perigoso. Mas Song Wei era infeliz.

Ele sentia um vazio interior que suas posses não conseguiam preencher. Todas as vitórias, todas as conquistas, não satisfaziam o arqueiro. Cansado de sentir desejo por algo que não conseguia colocar em palavras, Wei se recolheu para meditar debaixo de uma cachoeira.

Boatos diziam que ele havia enlouquecido. Diversas pessoas poderosas trouxeram todo tipo de fortuna à sua frente, esperando conseguir chamar sua atenção. Wei nunca demonstrou perceber qualquer uma delas, não importa o quanto gritassem. Dia e noite eles visitavam o mercenário esperando que ele finalmente abandonasse sua meditação. E ele sempre permanecia debaixo da cachoeira.

Nove anos se passaram. Os empregadores já haviam deixado de visitar o lugar há muito tempo. As pessoas da vila próxima nem mesmo dirigiam mais seu olhar para o homem sentado debaixo da queda d´água. Os mais jovens, que nunca haviam visto Wei se mexer, se perguntavam se ele não era uma estátua criada por um escultor habilidoso que havia conseguido capturar a aparência humana na pedra. A vida de Song Wei se tornou uma história contada para crianças desobedientes, um ser de faz-de-conta que levava aqueles que eram desobedientes para dentro da cachoeira.

Até o dia em que o mercenário saiu de dentro da queda d´água, sacou seu arco e disparou uma flecha para o céu. Ele havia encontrado a iluminação depois de tantos anos e quebrado o ciclo de renascimento que prende os mortais. Os portões dos céus foram abertos e os deuses permitiram que ele abandonasse o mundo material, deixando para trás a vida falha e limitada que os mortais precisam enfrentar.

Song Wei recusou a oferta. O ex-mercenário, agora um homem santo, escolheu permanecer no mundo e tentar ajudar outras pessoas a encontrarem a iluminação. Ele passou a se viajar por Tianguo para divulgar seus ensinamentos.

Estes ensinamentos formaram a base para a ideologia dos Portões do Céu, a sociedade de sábios, intelectuais e homens santos dedicados a encontrar e promover a iluminação. Os membros da sociedade aprendem cânticos e técnicas meditativas para ajudar no processo de abster a mente de pensamentos e a libertar das influências externas. Assim como seu fundador eles perceberam que a prática do arqueirismo ajuda neste processo. Entretanto, não existe um caminho único ou uma fórmula certa para atingir esse estado. Cada integrante da sociedade sabe que só poderá alcançar isto através de seus próprios esforços e experiência, pois cada pessoa possui um caminho próprio para a iluminação.

A sociedade dos Portões do Céu iniciou seu conflito contra o imperador quando Su Ning, um membro de sabedoria lendária, tentou realizar o desejo de Jianmin de alcançar a vida eterna. O intelectual tentou ensinar ao imperador a filosofia dos Portões do Céu, esperando que isso acalmasse sua alma e superasse o temor da morte. Mas o imperador era incapaz de entender os ensinamentos e desejava a imortalidade física. Jianmin acreditava que Su Ning havia sido incapaz de transmitir suas lições por que a doutrina dos Portões do Céu era falha e o sábio era somente um trapaceiro tentando conseguir uma recompensa. Furioso e incapaz de admitir que a única coisa que o impedia de entender a filosofia da sociedade era seu medo, o imperador ordenou que o homem santo fosse executado.

Su Ning sorriu para os soldados imperiais e permitiu que o levassem. A execução foi numa das praças da capital para que todos pudessem ver o que acontecia com aqueles que decepcionavam o imperador. Uma grande multidão se reuniu para o evento e o pesar era tangível, pois as pessoas sabiam que aquele era um homem sábio e honrado.

Su Ning foi levado até um palanque onde seria enforcado. Diversos soldados foram colocados para proteger o local e evitar que o prisioneiro escapasse ou alguém tentasse libertá-lo. O carrasco permitiu que ele se dirigisse uma última vez ao povo de Tianguo, em respeito ao seu status. O sábio disse:

‘Os Portões do Céu se abrem quando a lótus floresce’. Seu corpo então ascendeu ao céu diante da multidão estupefata e desapareceu. No mesmo dia os membros da sociedade dos Portões do Céu foram declarados criminosos.

Atualmente a organização se divide em três níveis. Os Inquisidores são os recrutas, recém-admitidos e iniciando seu caminho até a iluminação. Cada Inquisidor é entregue aos cuidados de um Iniciado, um membro mais experiente que ensina ao aprendiz a filosofia da sociedade e orienta seus treinamentos. Eles são a maioria dos membros. Por fim, existem ‘Aqueles que Retornaram’. Esses são ex-Iniciados que alcançaram a iluminação, mas preferiram continuar em Tianguo e ensinar outras pessoas em vez de abandonar este mundo. Atualmente só existem duas pessoas nesse grau, Rui Yihua e Shu Anbang.

A arte dos membros dessa sociedade é o arco e flecha. Muitos desenvolvem alguma habilidade em luta corpo a corpo, mas ela costuma se limitar a técnicas desarmadas. Suas técnicas enfatizam a precisão e a velocidade, ignorando obstáculos e distrações durante o combate.

Saque Rápido, Iniciativa Aprimorada, Ataque Acurado e Tiro Preciso são feitos comuns. Os membros da sociedade devem possuir pelo menos um arco e uma aljava de flechas. Todos fazem um voto de pobreza (complicação), tentando viver com o mínimo necessário. Se as regras de combos(a) estiverem sendo usadas todo membro deveria possuir pelo menos um, que irá ser tratado como uma técnica importante na sua arte e possuirá um nome adequadamente chamativo.

Abaixo está o stance(a) da arte marcial praticada pelos integrantes dos Portões do Céu:

Portões do Céu (4 graduações, 16 pontos): O estilo possui a falha Dependente de Arma (arco).
Especialização em Ataque (arco e flecha) +2, Ataque em Movimento, Combat Reaction(a) +3, Foco em Ataque (à distância) +4, Prender à Distância, Raio 2 (Feitos de Poder: Usável com armas, Preciso), Transe, Truth Sense(a), Zen Strike(a).

Anotações:
a) A iluminação é um estado que pode ser alcançado durante o jogo. Não há regras reais para o processo porque é algo dependente demais da evolução do personagem e da história a ser contada. O processo é inteiramente descritivo. Entretanto, ele poderia ser usado para justificar a aquisição de alguns poderes, como a imunidade a envelhecimento ou fome e sede;
b) Em termos de jogo a capacidade de simplesmente se elevar aos céus (conhecido como ‘Atravessar os Portões’ na sociedade) poderia ser considerado como teleportar ou algo similar, mas considero também desnecessário representar em regras. Pois como o personagem desaparece do mundo de jogo após fazer isso, não é diferente da morte dele em termos mecânicos. Em raras situações onde isso pode ser uma vantagem para o personagem (como usar isso para não ser interrogado sobre algo importante) eu cobraria um ponto heróico para realizar o feito;
c) Este aqui acabou dando mais trabalho do que eu pensava porque tinha muito pouco material no qual trabalhar. Tive que ler bastante coisa sobre iluminação e etc. para ter idéias. Espero que os próximos sejam mais simples.

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One Comment leave one →
  1. Arquimago permalink
    14/04/2010 2:02 pm

    Ebá! Mais um artigo!

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