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Shadowrun (parte II): A tecnologia em Shadowrun

21/06/2010
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A tecnologia teve grandes avanços, influenciando o mundo tanto quanto a magia. Além de coisas esperadas em cyberpunk, como implantes cibernéticos e órgãos geneticamente modificados, uma grande diferença do Shadowrun para alguns cenários antigos do gênero é como as redes funcionam.

Tudo é wireless. Depois de um grande ‘crash’ na rede original (o segundo, na verdade), a rede mundial passou a ser formada por diversas redes menores interligadas e distribuídas ao redor do mundo. Isso é tão presente que até as pessoas possuem suas próprias redes individuais.

Todo mundo possui um aparelho similar a um iphone, que serve como telefone, agenda, carteira, identificação e mais o que você colocar nele. Ele cria uma rede constante de curto alcance em torno do usuário que permite que ele acesse outras redes. A utilização de sua rede pessoal e das redes próximas acontece através de realidade aumentada. Como explicar RA é algo complicado, vou pular pro exemplo.

Você está passeando pela rua num dia de verão. Seu commlink (o tal iphone cyberpunk) preso na cintura recebe uma mensagem de um amigo. Imediatamente, ele lança um ícone que aparece no seu campo de visão graças as lentes de contato especiais que você usa (outras opções de interação são óculos, olhos cibernéticos ou qualquer outra coisa que permita projetar o aviso). Você dá um comando vocal e a mensagem é aberta no seu campo de visão, num corpo de texto semi-transparente para que não tape a vista.

A mensagem está muito longa. Outro comando, o commlink retira ela do campo de visão e passa a ler o texto. O som sai do fone de ouvido que você está usando, garantindo privacidade.

Ao terminar de ler, você dita uma resposta rapidamente e envia. Enquanto faz isso, passa na frente de um mercado pequeno. Você entra. Sua mão estende em direção a uma das maçãs sobre uma bancada. A rede do mercado avisa a sua rede qual o preço da fruta e pergunta se você quer uma. Depois de retirar uma da bancada, a rede do mercado automaticamente entra em contato com seu commlink. Um pop-up aparece no seu campo de visão (de novo, graças as tuas lentes) perguntando se você quer comprar o produto. Você responde afirmativamente, o valor do produto é automaticamente descontado da sua conta bancária.

Você está saindo da loja enquanto a rede do local aproveita para fazer uma pesquisa rápida sobre teus hábitos de compra. Percebendo que possui alguns produtos que você já comprou ali, ela lista aqueles que estão em promoção, perguntando se você não está interessado em comprar mais alguma coisa. Cada oferta possui uma imagem do produto junto (sempre em transparências, para não tapar a visão do ambiente).

Se você estivesse usando o par de luvas adequado, além de enxergar os produtos você poderia tocar neles. Quer ver se o tecido de uma roupa é bom? Você passa os dedos por cima e tem a sensação do produto na ponta dos dedos.

Você dá uma resposta negativa e volta a andar pela rua. Mais alguns minutos e você passa na frente de um teatro. Tirando os óculos por um momento, tudo que é possível ver é uma construção antiga e bem conservada de três andares, com certo ar retrô. Colocando os óculos, você enxerga diversas janelas e ícones sobre a fachada, indicando peças sendo apresentadas, compra de ingressos, vídeos com pequenos trechos das exibições e calendário para os próximos meses.

Isso se repete nos diversos outros prédios ao longo da rua. Olhando para cada um é possível ver a identificação deles, assim como o nome da rua. O que te faz perceber que se afastou demais de seu bairro e não sabe voltar (o grupo de adolescentes orcs olhando para você do outro lado da rua te fez perceber isso).

Acessando rapidamente a rede municial, você pede ao commlink para traçar um caminho de onde você está até sua casa. Ele mostra um mapa da área, traçando um caminho de volta. Melhor ir andando antes que anoiteça. Ninguém quer estar próximo de um bairro orc depois do anoitecer.

Espero que o exemplo tenha ajudado a dar uma idéia da realidade aumentada. Como é definido no livro, todo mundo está conectado o tempo todo. Existem lugares no mundo onde as redes são instáveis ou não utilizadas, só que estes lugares são fins de mundo destruídos pela guerra e pobreza.

Andar por aí sem um commlink é algo considerado suspeito. Como isso dificulta sua identificação, é o mesmo que entrar com uma arma em certos lugares.

Aqui eu vou terminar a parte das redes. Na próxima vou falar sobre os nichos de personagens.

4 Comentários leave one →
  1. Arquimago permalink
    21/06/2010 8:00 pm

    Ja conhecia o conceito e o exemplo foi super!

    Quanto tempo até nos estarmos assim?

    • cesar/kimble permalink*
      21/06/2010 8:06 pm

      Ah, como eu queria poder dizer ‘logo’🙂

  2. Rafael G.C. permalink
    21/06/2010 10:49 pm

    Ótimo resumo e EXCELENTE exemplo. Aguardando as próximas postagens.

    Boa iniciativa.

  3. vito permalink
    20/08/2010 5:33 pm

    belos textos sobre shadowrun, eu jogo e mestro e gosto muito desse rpg e da ambientação
    cyberpunk e tudo mais, porem a 4ta edição eu achei um pouco ruim as regras, eu prefiro
    usar as regras da 3ra edição, pessoalmente não gostei das mudanças, mas mesmo assim
    é um puta rpg dahora, eu me divirto muito com meus amigos e tal

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