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Lendo os novos quadrinhos de D&D

15/08/2010

A Wizards of the Coast já está a algum tempo buscando novas formas de explorar e divulgar a marca Dungeons & Dragons. Os Encouters (sessões semanais curtas onde novos jogadores podem participar sem grande investimento de tempo ou necessidade de domínio do sistema), espaço de divulgação em revistas e jornais grandes, outros tipos de jogos além dos RPGs usando do material da marca, além de uma reestruturação na empresa que tem tratado o D&D não só como mais um sistema de rpg.

Como parte dessa tentativa de expansão, a WotC resolveu lançar quadrinhos baseados em cenários famosos do jogo. Essa nem é uma idéia tão nova, já que o jogo teve séries em quadrinhos antes, incluindo algumas que reproduziam as histórias de romances dos diversos cenários. Como consegui uma cópia da edição ‘zero’ das novas séries resolvi comentar.

A revistinha número ‘zero’ é uma forma de promoção usada por muitas editoras atualmente, normalmente oferecida de forma gratuita ou por preço irrisório. Esse tipo de edição serve para mostrar um preview da história, uma forma de atrair os leitores e criar uma fanbase antes do lançamento da primeira edição. No caso de D&D, além de oferecerem a um preço mínimo ela estava sendo distribuída durante a Gen Con.

A número ‘zero’ tem duas histórias. A primeira é do mundo base do D&D atual, o do conceito ‘Pontos de Luz’. Traz vários personagens arquétipos do novo D&D e ela mostra um grupo de aventureiros numa exploração de masmorra bem tradicional. Chute a porta, bata nos monstros, pegue o tesouro. Os personagens pertencem ao bando Fell´s Five que, pela descrição dos autores, mesmo sendo mercenários não deixam de fazer o bem. Eles são Adric (um humano guerreiro veterano da última guerra), Khal Khalundurrin (um paladino anão seguidor de Moradin), Varis (um elfo ranger), Tisha Swornheart (tiefling warlock) e Bree Three-Hands (halfling ladina). Durante essa edição eles lutam com alguns gnolls, libertam escravos e enfrentam um dragão (que acaba sendo vencido pela sorte da halfling).

Divertidinho, tem alguns toques de humor (como os diálogos entre o elfo e o anão ou o jeito de agir da halfling) e a qualidade dos desenhos está na média da DC e Marvel hoje em dia. O enredo também está no nível do que se consegue das grandes editoras hoje em dia, o que não significa algo memorável mas que vale os minutos gastos lendo. O estranho é que ela está sendo escrita John Rogers, um dos criadores do novo Besouro Azul e que costuma escrever de uma forma mais divertida e engraçada. Vamos ver se o Rogers melhora nas próximas edições.

A segunda história é em Dark Sun. Ela mostra Grudvik, um mul (mestiço anão-humano) gladiador e ex-escravo e Aki, um negociante humano. A série começa ‘in media res’, com Grudvik sendo acordado por guardas que vieram prendê-lo. Ele é preso, escapa para o deserto e agora tem que decidir o que fazer. Gostei mais dessa, ela dá uma certa impressão de ‘Conan’ atualizado e ambientado em Dark Sun. Tem que sair mais edições (Janeiro a próxima) para confirmar se é mesmo boa. Já foram prometidas muitas cenas de ação, exploração dos subterrâneos de Tyr, traições e uma dinâmica de relações de personagens que não seja ‘amiguinhos que resolveram formar um grupo’. Até agora das duas séries essa é a minha preferida. Ela deve ser uma série fechada de cinco edições, com sorte e uma boa recepção por parte do público ela pode acabar virando uma série maior.

Seguem abaixo algumas páginas das duas histórias (clique para ver num tamanho maior). Logo a WotC deve disponibilizar versões que podem ser compradas pela internet. Aconselho a leitura, pelo menos a de DS pra quem vai começar a mestrar no cenário. Vale a pena.

6 Comentários leave one →
  1. 15/08/2010 6:42 pm

    E o mas importante disso tudo é que dar pra converter para Mutantes e Malfeitores.

    Se alguem duvida que a 4 edição não dar pra transformar em M&M , ta ai agora a oportunidade de fazer isso.

    • 15/08/2010 8:49 pm

      E com a forma como os poderes ficaram na 3e de M&M (agrupando condições de um jeito mais fácil de lidar, preferindo a construção por um modelo de efeitos, etc.) acho que ficou até mais fácil.

  2. 15/08/2010 8:30 pm

    Sempre achei que este era um campo muito pouco explorado pelas editoras de RPG. Nas mãos certas cada cenário de cada sistema dariam ótimas graphic novels, séries e quadrinhos regulares.

    • 15/08/2010 8:48 pm

      Tem alguns quadrinhos de humor que estão associados a RPG, mas realmente séries oficiais são algo raro. E normalmente são coisas curtas, de poucas edições. Vamos torcer pra essa dar certo.

  3. 15/08/2010 10:51 pm

    Só para complementar, o Hayashi já fez a tradução desses quadrinhos e disponibilizou no blog dele (http://hayashinoie.blogspot.com/)

  4. Rodrigo permalink
    16/08/2010 1:42 pm

    Adric na verdade não é um Guerreiro Humano, é um Senhor da Guerra Humano

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