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Iniciativa alternativa para Savage Worlds

18/09/2012
wild_west_duel2

Comentei essa house rule outro dia e resolvi falar dela aqui. Para quem não sabe, estou mestrando uma campanha de Deadlands como tapa-buraco para outras sessões: quero mestrar mas nem todo o grupo pode jogar? Mestro Deadlands. Até agora o sistema tem funcionado bem pra isso e os jogadores estão se divertindo. Já teve jogador me perguntando se não poderia tornar Deadlands numa campanha separada e não só tapa-buraco.

A versão atual de Deadlands usa o sistema Savage Worlds, da Pinnacle. O sistema base de iniciativa é simples: cada jogador tira uma carta de um baralho comum. A ordem de ações é segundo a carta retirada e usando a escala normal para poker: a carta mais alta é o ás e a mais baixa é o 2. O Mestre começa uma contagem decrescente do ás até o 2 e os personagens agem quando ele fala sua carta.

Ex.: Jogador A tirou um 4, jogador B tirou um 7 e o Mestre tirou um 2. O Mestre começa a contar: ás, rei, rainha, valete, dez, nove, oito, sete e é interrompido pelo jogador B, que faz sua ação. O Mestre volta a contar: seis, cinco, quatro e é novamemente interrompido, dessa vez pelo jogador A. Após o jogador realizar sua ação, o Mestre retorna a contagem: três, dois e então para a contagem para fazer sua ação.

Além disso, existe uma outra regra: sempre que o jogador retirar um Coringa, ele recebe alguns bônus na rodada e pode escolher agir quando quiser, inclusive interrompendo a ação de qualquer outro personagem.

Esse sistema é rápido porque facilita a resolução da iniciativa (não existem modificadores ou jogadas de dados a serem contabilizadas) e permite a cada jogador ter seu valor de iniciativa consigo sem precisar de anotações (ele só precisa segurar sua carta até o final da rodada).

Minha house rule modifica um pouco esse sistema, para tornas as coisas mais imprevisíveis. Os jogadores ainda retiram uma carta cada um do baralho, mas eles não revelam essa carta para o resto do grupo. Cada um esconde sua carta até sua vez de agir.

Eu então começo a contar, em ordem crescente em vez de decrescente. Indo de dois até o ás, os jogadores agem quando eu chegar no valor da carta que tem nas mãos. Isso dificulta o planejamento, porque eles não sabem quem vai agir primeiro. Os jogadores podem tentar combinar estratégias e ações, mas sem conseguir ver quando os outros personagens vão agir, a situação se torna mais caótica.

Além disso, inclui outra opção: você sempre pode interromper as ações de alguém com uma carta de valor inferior a sua. Então se eu declarar que os zumbis com quem eles estão lutando vão atacar e minha carta for um 5, um jogador com uma carta superior (6+) poderia interromper minha ação e escolher agir antes. Isso gerou algumas situações como personagens conseguindo derrubar inimigos que estavam tentando acertá-los ou recebendo um golpe inesperado quando tentavam terminar alguma outra ação.

Para não deixar o Coringa inútil, continuo tratando ele como a maior carta e concedo um fate chip para o jogador que retira ele do baralho.

Essa mudança pequena tem tornado os combates bem interessantes, com os jogadores olhando uns para os outros nas horas de tensão e tentando adivinhar o que eles têm. Considerando o clima de Deadlands, onde o risco de perder seu personagem nunca está longe, isso tem adicionado um elemento de incerteza bem divertido para o jogo.

2 Comentários leave one →
  1. 25/09/2012 7:56 pm

    Gostei muito, César! O melhor é que deixa também como um verdadeiro jogo de cartas, instaurando tensão e olhares😀

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